Américas Tecnológicas e retalhistas dos EUA fazem último esforço para impedir tarifas de Trump

Tecnológicas e retalhistas dos EUA fazem último esforço para impedir tarifas de Trump

Tecnológicas e retalhistas uniram-se numa última tentativa de convencer o presidente dos EUA de que não deve impor novas tarifas às importações chinesas. Em vez disso, defendem, Donald Trump deve voltar à mesa de negociações com a China.
Tecnológicas e retalhistas dos EUA fazem último esforço para impedir tarifas de Trump
Damir Sagolj /Reuters
Negócios com Bloomberg 07 de setembro de 2018 às 07:50

Algumas das mais importantes tecnológicas e retalhistas norte-americanas fizeram um último esforço para convencer o presidente dos EUA a não impor novas tarifas sobre importações chinesas no valor de 200 mil milhões de dólares. Em vez disso, as empresas defendem que Donald Trump deve voltar às negociações com a China. 

 

De acordo com a Bloomberg, a Cisco System, Hewlett-Packard Enterprise e outras empresas do sector tecnológico enviaram, na quinta-feira, uma carta ao representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, pedindo que a administração não imponha mais tarifas à China.

A entidade que representa as retalhistas do país também afirmou, numa outra carta enviada ao representante norte-americano, que as pequenas e médias empresas não vão conseguir ajustar-se rapidamente e que as tarifas impostas até agora não levaram a quaisquer concessões significativas. O governo deve desistir de impor mais tarifas e tentar novamente negociar com a China, defende.

 

Contactado pela Bloomberg, o gabinete do representante do Comércio norte-americano não respondeu.

 

Terminou na quinta-feira o período de consulta pública sobre o plano de Donald Trump de impor novas tarifas, sendo que o líder da Casa Branca já tinha avisado que pretendia mesmo avançar com esta medida assim que o período de consulta encerrasse. Até ao momento, contudo, Trump não adiantou se o plano segue em frente ou não.

A China já alertou que será forçada a retaliar se os EUA ignorarem a resistência na consulta pública e impuserem mais tarifas, afirmou Gao Feng, porta-voz do Ministério do Comércio da China, numa conferência de imprensa, na quinta-feira.




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