Ásia China reduz sectores económicos fechados ao investimento estrangeiro

China reduz sectores económicos fechados ao investimento estrangeiro

A China reduziu as barreiras ao investimento estrangeiro nos sectores de construção automóvel, seguros e outros, parte de um compromisso de maior abertura económica, face às crescentes disputas comerciais com Washington.
China reduz sectores económicos fechados ao investimento estrangeiro
reuters
Lusa 29 de junho de 2018 às 10:26

O documento emitido pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o órgão máximo chinês de planificação económica, anuncia ainda a redução ou eliminação dos limites de propriedade estrangeira em empresas na área de construção aeronáutica e naval ou de redes eléctricas.

 

No total, Pequim reduz de 63 para 48 os sectores fechados ao investimento externo.

 

Bruxelas e Washington acusam a China de bloquear a aquisição de activos no país, enquanto as empresas chinesas, nomeadamente estatais, têm adquirido negócios além-fronteiras em diversos sectores.

 

O anúncio segue-se à ameaça feita pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor limites ao investimento chinês no país, mas que, entretanto, não cumpriu.

 

Muitas das alterações "foram abordadas antes pela liderança chinesa", afirmou Jake Parker, vice-presidente do Conselho Empresarial EUA - China. "Mas continuam a representar, em teoria, uma abertura significativa, que temos vindo a pedir há muito tempo", acrescentou, citado pela agência Associated Press.

 

Não houve alterações que abordem directamente as acusações de Washington de que Pequim pressiona empresas estrangeiras a transferirem tecnologia em troca de acesso ao mercado.

 

Trump ameaçou impor taxas alfandegárias de 25% sobre um total de 450 mil milhões de dólares de exportações chinesas para o país. Pequim prometeu retaliar, suscitando receios de uma guerra comercial entre as duas maiores economias mundiais.

 

Pequim mantém fechado ao investimento externo os sectores editorial, serviços noticiosos 'online', cinema ou televisão e restrições na exploração de gás e petróleo e nas telecomunicações.

 

O plano prevê um aumento gradual da participação estrangeira permitida, primeiro para 51% e depois 100%.




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