Mundo Alemanha aconselha Turquia a aceitar ajuda do FMI para estabilizar lira turca

Alemanha aconselha Turquia a aceitar ajuda do FMI para estabilizar lira turca

O governo alemão recomendou ao executivo turco que aceite um programa de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) visando estabilizar a lira turca.
Alemanha aconselha Turquia a aceitar ajuda do FMI para estabilizar lira turca
Reuters
Lusa 18 de agosto de 2018 às 12:54

Segundo uma notícia publicada num jornal na Alemanha, este sábado, 18 de Julho, o governo alemão recomendou ao executivo turco que aceite um programa de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) visando estabilizar a lira turca.

 

O semanário "Der Spiegel" refere que, na quinta-feira, o ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz, falou ao telefone com o seu homólogo turco, Berat Albayrak, a quem incentivou a reconsiderar a recusa de um eventual resgate.

 

Berat Albayrak ter-se-á mostrado reticente e informou o ministro alemão que, na próxima semana, vai realizar um conjunto de visitas aos países do Golfo para pedir ajuda económica a alguns governos e transmitiu esperança que também a Rússia se mostre disposta a oferecer apoio à Turquia.

 

O FMI defende uma subida acentuada dos juros na Turquia, urgentemente necessária para acabar com a fuga de capitais e estabilizar a moeda turca, além de apontar um corte na despesa pública.

 

Segundo especialistas do FMI, um programa de ajudas à Turquia exigiria disponibilizar entre 30 mil milhões e 70 mil milhões de dólares (entre 26,2 mil milhões e 61,2 mil milhões de euros).

 

Até final do ano, Estado e credores privados na Turquia devem realizar uma reestruturação da dívida no valor de 230 mil milhões de euros, o que corresponde a mais de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

 

No início desta semana, a lira caiu para níveis históricos, uma situação agravada pelas tensões entre os Estados Unidos e a Turquia, que resultaram na imposição mútua de tarifas comerciais.

 

A queda da moeda da Turquia influenciou o comportamento dos mercados, nomeadamente na Europa.




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