Mundo China promete defender os seus interesses em negociações com EUA sobre comércio

China promete defender os seus interesses em negociações com EUA sobre comércio

A China afirmou hoje não querer um aumento das tensões com os Estados Unidos na questão comercial, quando se preparam o reinício das negociações em Washington, mas sublinhou estar pronta a defender os seus interesses.
China promete defender os seus interesses em negociações com EUA sobre comércio
Saul Loeb/Reuters
Lusa 17 de maio de 2018 às 09:13

Os comentários de Gao Feng, porta-voz do Ministério do Comércio chinês, surgem depois de o Presidente norte-americano ter afirmado que "não recuou" nas negociações com a China.

 

Gao Feng disse esperar que os EUA adoptem "acções concretas" para resolver o caso da gigante de telecomunicações chinesa ZTE, que na semana passada afirmou que suspendeu operações, depois de Washington ter proibido a empresa de comprar componentes norte-americanos, por ter violado o embargo imposto ao Irão e à Coreia do Norte.

 

O secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, e o vice-primeiro-ministro chinês Liu He estão a liderar as negociações em Washington, entre hoje e sexta-feira, que visam travar uma possível guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta. 

 

"Nós não queremos um aumento das disputas comerciais entre a China e os EUA", afirmou Gao, em conferência de imprensa, em Pequim. "Mas, claro, estamos preparados para todas as possibilidades".

 

Trump ameaça subir os impostos sobre um total de 150.000 milhões de dólares de exportações chinesas para os EUA, como forma de punir Pequim por forçar empresas norte-americanas a transferirem tecnologia em troca de acesso ao mercado chinês.

 

Em resposta, a China ameaçou subir os impostos sobre uma lista de produtos que valeram 50.000 milhões de dólares nas exportações norte-americanas para o país.

 

A decisão do Departamento de Comércio dos EUA de negar encomendas à ZTE, no mês passado, levou a empresa a interromper as suas operações, que dependem de tecnologia norte-americana, como microchips e o sistema operacional Android.

 

No início desta semana, Trump afirmou que quer encontrar uma solução para manter a firma chinesa a funcionar.

 

Segundo a imprensa norte-americana, os dois países negociaram uma troca: a isenção da ZTE, responsável pelo desenvolvimento da infraestrutura 5G na China e fabricante de 'smartphones', por um recuo de Pequim em subir as taxas alfandegárias sobre produtos agrícolas norte-americanos.

 

"Vamos defender os nossos interesses resolutamente e não negociaremos os nossos interesses fundamentais", afirmou Gao, questionado sobre aquela informação.

 

Na quarta-feira, Trump afirmou, numa mensagem na rede Twitter, que "nada se passou ainda com a ZTE, visto que pertence a um acordo comercial mais alargado".

 

 




A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentários mais recentes
Anónimo Há 3 dias

Conversa para consumo domestico!!

Anónimo Há 1 semana

A China vai obrigar a America do Trump a comprar-lhe todo o lixo que ela produz, sob pena de guerra!

Anónimo Há 1 semana

A china tem a lata de sustentar a COREIA do NORTE tendo-a como um cavalo de troia nuclear contra o ocidente e EUA,asia etc e quer batatinhas?O que diz Marcelo e EU etc?Têm medo?Nao tem alternativa?

pub