Mundo Coreia do Norte responde a novas sanções da ONU com lançamento de mísseis

Coreia do Norte responde a novas sanções da ONU com lançamento de mísseis

Poucas horas depois de o Conselho de Segurança da ONU ter aprovado por unanimidade a imposição de novas sanções à Coreia do Norte, Pyongyang respondeu com o lançamento para o mar de vários mísseis de curto alcance. Bruxelas está a considerar impor mais sanções ao regime norte-coreano.
Coreia do Norte responde a novas sanções da ONU com lançamento de mísseis
Dieter Depypere/Bloomberg
David Santiago 03 de março de 2016 às 20:27

Pyongyang continua a desafiar o ocidente e a ordem mundial estabelecida. Ao início desta quinta-feira, a Coreia do Norte respondeu ao agravar das sanções aprovado pelo Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas (ONU), poucas horas após ter sido votado por unanimidade dos 15 membros desse órgão, com o lançamento para o mar de um conjunto de mísseis de curto alcance.

 

Na quarta-feira, o CS da ONU adoptou aquele que é um dos mais duros pacotes de sanções alguma vez impostos a um país, numa resposta da comunidade internacional ao ensaio nuclear executado por Pyongyang no início de Janeiro e também ao lançamento de um míssil de longo alcance cerca de um mês depois.

 

Poucas horas tinham passado desde a decisão do CS e já o regime norte-coreano tinha dado luz verde ao lançamento de mísseis que a generalidade da imprensa internacional refere tratarem-se de curto alcance. No entanto, as autoridades da Coreia do Sul garantem não haver ainda condições para aferir com certeza absoluta se se tratava de mísseis ou de fogo de artilharia. O Departamento de Estado dos Estados Unidos afiança estar a monitorizar a situação.

 

Perante esta escalada da tensão vigente entre a Coreia do Norte e a generalidade da comunidade internacional, incluindo a China, um tradicional aliado regional de Pyongyang, também a União Europeia (UE) está a ponderar reforçar as penalizações que pendem sobre aquele país.

 

A Alta Representante para a Política Externa e de Segurança da UE, Federica Mogherini, considerou adequado o reforço das sanções decidido pela ONU e garantiu haver "margem" para também Bruxelas "adoptar medidas restritivas autónomas adicionais para complementar e reforçar as novas medidas das Nações Unidas".

 

Segundo refere a agência Reuters, países como a Alemanha, França, Espanha e Polónia pretendem avaliar o que pode ser feito concretamente em termos financeiros para penalizar Pyongyang. Designadamente através da adopção de medidas como o congelamento de activos, um pouco à imagem do que foi feito contra a Rússia na sequência da anexação russa da Península da Crimeia. 

A 6 de Janeiro, a televisão pública norte-coreana, devidamente incumbida pelas autoridades do país, informava com claro regozijo que a Coreia do Norte havia concluído com sucesso o primeiro teste com uma bomba de hidrogénio (bomba H). Apesar do cepticismo da comunidade internacional quanto à real capacidade do regime norte-coreano para construir uma bomba H, a verdade é que o CS da ONU não perdeu tempo e avançou com novas sanções contra Pyongyang

Estas penalizações económicas não têm surtido o pretendido efeito de dissuasão, com o regime liderado por Kim Jong-un a prosseguir uma estratégia de constante desafio à comunidade internacional. 




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