Mundo Seguro e Portas vão representar Portugal no encontro de Bilderberg

Seguro e Portas vão representar Portugal no encontro de Bilderberg

Secretário-geral do PS e ministro dos Negócios Estrangeiros foram os escolhidos por Pinto Balsemão para marcar presença em Bilderberg. Santana Lopes e Sócrates tornaram-se primeiros-ministros depois de irem a este encontro.
Seguro e Portas vão representar Portugal no encontro de Bilderberg
Bruno Simão/Negócios
Bruno Simões 04 de junho de 2013 às 12:44

A lista oficial de participantes do encontro de Bilderberg deste ano, que começa na próxima quinta-feira, 6 de Junho, em Hertfordshire (Inglaterra) conta com o líder do maior partido da oposição, António José Seguro, e com Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros. O convite foi feito por Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa e membro do comité executivo de Bilderberg. Durão Barroso será o outro português a marcar presença no encontro.

 

O clube Bilderberg assume-se como uma conferência anual com o objectivo de promover o diálogo entre a Europa e a América do Norte. “A conferência é um fórum para discussões informais e ‘off-the-record’ sobre mega-tendências e sobre as principais questões que afectam o mundo”. Este ano, um dos temas em debate é “Conseguem a Europa e os Estados Unidos crescer mais rápido e criar empregos?”. As reuniões são secretas e nada é divulgado para o exterior, o que alimenta teorias da conspiração sobre o que é decidido.

 

Entre os 140 participantes estão, pois, quatro portugueses. Os participantes são escolhidos a dedo, pela sua importância no presente ou no futuro, e costumam representar a esquerda e a direita. As duas personalidades portuguesas que foram convidadas este ano cumprem esse requisito: Portas faz actualmente parte do Governo, e António José Seguro pode vir a fazer, caso o PS vença as legislativas marcadas para 2015.

 

Santana e Sócrates foram primeiros-ministros meses depois de Bilderberg

 

Aliás, tendo em conta o que aconteceu no passado, Seguro pode estar confiante na eleição, uma vez que a participação na conferência foi premonitória. Em 2003, Durão Barroso foi à conferência de Bilderberg em Versalhes como primeiro-ministro (acompanhado por Ferro Rodrigues) e, um ano depois, assumia a presidência da Comissão Europeia. Em Junho de 2004, José Sócrates e Santana Lopes marcaram presença no encontro de Stresa, em Itália. Um mês depois, Santana Lopes substituía Durão como primeiro-ministro; em Fevereiro de 2005, Sócrates ganhava as legislativas e roubava o lugar a Santana.

 

Guilherme d’Oliveira Martins, António Borges, Morais Sarmento, António Costa ou Rui Rio são alguns dos portugueses que participaram nas conferências Bilderberg neste milénio. Em 2012, os portugueses que marcaram presença na conferência de Chantilly, na Virgínia (EUA) foram Jorge Moreira da Silva, número dois do PSD, e Luís Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Sócrates e presidente do Banif.

 

O encontro deste ano começa quinta-feira, dia 6, e termina no domingo, dia 9.




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mais votado Inês Meneses 04.06.2013

já sabemos qual é a aposta dos senhores do mundo para os próximos anos. Não se esqueçam de ir a correr votar neles, para garantir que continuamos neste lindo rumo.

comentários mais recentes
Anónimo 30.06.2013

PASQUIM DN -----Meninos de Angola, de Cândida Pinto, em 1996, na SIC. Seria interessante perceber a partir de que momento se verificou tanta cautela - para, provavelmente, concluir que coincide com o adensar dos interesses económicos "bilaterais" e com os investimentos de empresas angolanas em Portugal, nos media em particular. Portugal não está só nesse silêncio. Há um ano, por ocasião das legislativas angolanas, o jornal britânico The Guardian titulava um artigo "José Eduardo dos Santos, o autocrata menos conhecido de África", frisando manter-se no poder há 33 anos (agora 34) e que, filho de um pedreiro, toda a vida quadro de um partido de génese comunista, acumula na sua família imediata - os filhos, com relevo para a mais velha, Isabel, de 40 anos, considerada a mulher mais rica de África - uma imensa fortuna. No mesmo artigo, assinala-se que as entrevistas com o Presidente angolano são raríssimas e que ele, ao contrário de outros autocratas africanos, como Mobutu, cultiva a discrição. Uma dessas raridades foi concedida à SIC, há duas semanas. Primeira surpresa: o jornalista escolhido foi o correspondente da estação em Israel. A segunda foi mesmo a entrevista. Como repórter no Médio Oriente, Henrique Cymerman, embora cerimonioso, nunca surgiu timorato. Perante dos Santos e afirmações como "Angola é uma democracia de carácter social"; "estamos a trabalhar para erradicar a pobreza, a nossa maior preocupação é o fosso entre ricos e pobres mas temos a herança que vem do tempo colonial", ou "a corrupção é um problema em todos os países mas temos agido para que as pessoas não se apropriem do que não é delas", coibiu-se de contrapor o óbvio: apesar da sua abundância de recursos, e de ter sido descolonizada há 38 anos, Angola está na cauda do índice de desenvolvimento humano; a família do Presidente apresenta um nível de riqueza e de proeminência nos negócios dificilmente explicável por outro fator que não a sua proximidade ao poder. O desplante é tal que um dos filhos faz parte da direção do fundo soberano de Angola, criado, com uma dotação inicial de cinco mil milhões de euros, por ordem presidencial em 2012; a outra foi atribuída a gestão de um dos canais da TV pública. Das duas, uma: ou Cymerman veio do espaço no dia da entrevista (Israel não é assim tão longe) ou foi condicionado nas perguntas. Como desmentiu a segunda hipótese, só se pode concluir pela primeira. Mas o mesmo terá de ser verdade para a maioria dos comentadores, exceção e honra feitas a Daniel Oliveira e restantes membros do Eixo do Mal. Num país em que se faz manchete de chamar palhaço ao Presidente, é curioso constatar que o de outro país suscita tanta mais reverência. Não sendo pelo respeito ao cargo ou pela dignidade de ter sido para ele eleito (até porque nunca foi), só pode ser por outra coisa qualquer." ------------ TENTE SER DECENTE CÂNCIO

Anónimo 29.06.2013

Qual é a coisa qual é ela que nem é gente nem decente Álvaro Domingos | 23 de Junho, 2013 Acabo de ler os pensamentos de Confúcio. o eterno sábio recordou-me que a paciência é uma virtude e está na base de grandes vitórias da Humanidade. A leitura aconteceu antes de passar os olhos por um requerimento da titubeante plumitiva Fernanda Câncio, no jornal “Diário de Notícias”. Ao dar uma de muito macha e com eles no sítio, a azougada criatura marcou lugar na secção da UNITA do Partido Socialista, não vá a alternância ser mais breve que o esperado, ao mesmo tempo que se ofereceu ao império do senhor Pinto Balsemão, quiçá para reforçar os eixos do mal. A moçoila é exibicionista e põe ao léu a sua indigência intelectual. O Presidente José Eduardo dos Santos deu uma entrevista a um jornalista “free-lancer” há mais de 15 dias. E só agora a plumitiva se lembrou de falar do assunto. Qual é a coisa qual é ela que tem rosto de mulher mas não é mulher, enche o papo de dinheiro por ser jornalista mas não é jornalista, namora com homens do poder mas não namora, está preocupada com a fortuna dos outros mas não quer saber da fortuna dos que lhe pagam a fama e a glória. Fernanda Câncio, em pessoa! A azougada plumitiva escreve que em Portugal, Angola é “tratada com pinças”. Como se vê pelo seu arrazoado trágico e ao mesmo tempo cómico. A caprichosa que não é uma coisa nem outra devia estar a pensar numa palavra similar, a qual sofreu a síncope do “n”. Mas atendendo às suas orientações sexuais, posso estar enganado. Desde já lhe apresento as minhas desculpas. Câncio decidiu apanhar o último comboio, escrevendo uns desconchavados insultos à figura do Chefe de Estado de Angola e lançando maldades sobre duas das suas filhas. Para mostrar que tem lastro cultural e não é uma cabeça oca atravessada pelo vento, foi dizendo que os teres e haveres de uma empresária angolana ser devem ao facto de estar próxima do poder. A plumitiva aspirante a caprichosa esgrime um argumento que foi lançado para a mesa das discussões ideológicas por Enriço Malatesta, desde finais do século XIX. Já a poeira do esquecimento sepultou o grande pensador e Câncio ainda arrota uma das suas ideias favoritas e que posso descrever assim: todas as grandes fortunas resultam de uma ligação com o poder político. A plumitiva aspirante a caprichosa nunca escreveu nada sobre a origem da fortuna do senhor Belmiro de Azevedo, do seu filho ou do seu neto, que também já entrou no mundo fascinante da multiplicação das fortunas. Nada escreveu sobre a origem da fortuna do senhor Alexandre dos Santos, patrão do império do Pingo Doce. Ou dos seus filhos. Nicles sobre a origem da fortuna do seu patrão, o senhor Joaquim Oliveira. Vá lá saber-se porque razão está preocupada com a origem da fortuna dos empresários angolanos e logo agora, que se anuncia a entrada de um grupo angolano na empresa onde ganha a vida, presumo que honestamente. Câncio nunca escreveu uma linha sobre Mário Soares e seu filho João. Um era Presidente da República Portuguesa e o outro presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Desde já afasto a suspeita de corrupção ou nepotismo sobre ambos. Um grande jornalista português meu amigo, disse-me que nunca a capital portuguesa teve um presidente tão competente. Mérito a João Soares! Anda na política porque tem mérito, é eleito porque tem valor e não por ser filho de Mário Soares. O genro do senhor Presidente Cavaco Silva comprou um grande pavilhão na “Expo” por muitos milhões de euros. Câncio deve ter algo a escrever sobre isto, já que está tão preocupada com as relações familiares dos empresários angolanos. Mas eu vou poupar-lhe a vergonha de garatujar mais uns disparates. O comprador tem mérito. É grande profissional da Rádio e aprendeu no berço a organizar espectáculos. O seu pai, Luís Montez, foi o maior empresário angolano de todos os tempos, na área da cultura e do entretenimento. Só mais uma. O filho do antigo Presidente Jorge Sampaio, mal acabou os estudos universitários arranjou logo um excelente emprego numa empresa de topo em Portugal. Não, não foi nepotismo. Sou amigo de um alto quadro dessa empresa que me disse isto: ele é um génio. Tenho dúvidas que o aguentemos muito tempo em Portugal! A plumitiva Câncio devia reflectir um pouco antes de se escrever aleivosias que lhe ficam mal e desprestigiam o jornal onde ganha o pão. Em Angola, como em todo o mundo, há empresários excepcionais, que ganham muito dinheiro. E políticos extraordinários, que passaram toda uma vida a lutar pela liberdade, pela justiça, pela democracia, pela felicidade do Povo Angolano. José Eduardo dos Santos é o número um. Se não fosse tão estouvada, explicava-lhe porquê. Se quer um lugar à sombra do próximo governo português, Câncio não precisa de insultar e difamar os políticos e empresários angolanos, sejam eles quais forem. Mas se escrever baboseiras é a sua sina, então use a matéria-prima que tem em casa. Vai ver que precisa de séculos para falar de tudo e de todos. A plumitiva qual é a coisa qual é ela cita uma reportagem feita por Cândida Pinto em Angola sobre os nossos meninos de rua. Neste ponto senti-me insultado. Porque aquilo não é reportagem nenhuma. Apenas um exercício medíocre de propaganda baratucha. Fique sabendo a plumitiva azougada que, naquele tempo, as ruas de Luanda eram hotéis de cinco estrelas para aquelas crianças, em comparação com o que tinham nas suas províncias de origem. Os amigos da plumitiva e de Cândida Pinto mataram a esmo e destruíram. Aquelas crianças foram as que escaparam à morte. Há uma criança que não teve a felicidade de chegar às ruas de Luanda. Uma mãe do Uíge, minha parente, deu à luz uma menina, quando as tropas da UNITA ocuparam a cidade e mataram a torto e a direito os que não eram do seu partido. O pai foi para a vala comum. E a criança morreu um mês depois, à fome, porque a mãe não teve leite. Se Câncio fosse gente, respeitava a tragédia que os angolanos viveram durante a guerra. O problema é que ela, no seu requerimento, diz que a “descolonização” foi em 1975 e portanto já houve tempo para melhorar os índices de desenvolvimento humano em Angola. Para ela, entre a Independência Nacional e hoje, nada aconteceu. Nem guerra, nem mortes, nem destruições. Se Câncio só é capaz do qual é a coisa qual é ela, desconfio que não tem lugar na secção da UNITA do Partido Socialista nem nos eixos de Pinto Balsemão. Vai ter que namorar outra vez com gente fina, seja primeiro, segundo ou terceiro ministro. A plumitiva elogia os seus comparsas do Eixo do Mal, porque insultaram e difamaram o Presidente José Eduardo dos Santos. Pobre tontinha. A Clara Ferreira Alves esganiçou-se toda porque está a precisar de disfarçar aquelas peles no pescoço de perua. A pele esticadíssima da cara também começa a dar sinais de lassidão. Precisa de dinheiro para mudar a fachada. Os outros, coitados, são a boa acção de Pinto Balsemão. Aturá-los, é uma obra de caridade. Recado final: Câncio, José Eduardo dos Santos foi eleito sempre que houve eleições livres e justas em Angola. Numa eleição, teve mais de 80 por cento dos votos. Na última, mais de 70 por cento. Tente ser decente

Anónimo 29.06.2013

Angola é assunto que por cá se trata com pinças. Não foi sempre assim; lembre-se, por exemplo, a crítica reportagem Meninos de Angola, de Cândida Pinto, em 1996, na SIC. Seria interessante perceber a partir de que momento se verificou tanta cautela - para, provavelmente, concluir que coincide com o adensar dos interesses económicos "bilaterais" e com os investimentos de empresas angolanas em Portugal, nos media em particular. Portugal não está só nesse silêncio. Há um ano, por ocasião das legislativas angolanas, o jornal britânico The Guardian titulava um artigo "José Eduardo dos Santos, o autocrata menos conhecido de África", frisando manter-se no poder há 33 anos (agora 34) e que, filho de um pedreiro, toda a vida quadro de um partido de génese comunista, acumula na sua família imediata - os filhos, com relevo para a mais velha, Isabel, de 40 anos, considerada a mulher mais rica de África - uma imensa fortuna. No mesmo artigo, assinala-se que as entrevistas com o Presidente angolano são raríssimas e que ele, ao contrário de outros autocratas africanos, como Mobutu, cultiva a discrição. Uma dessas raridades foi concedida à SIC, há duas semanas. Primeira surpresa: o jornalista escolhido foi o correspondente da estação em Israel. A segunda foi mesmo a entrevista. Como repórter no Médio Oriente, Henrique Cymerman, embora cerimonioso, nunca surgiu timorato. Perante dos Santos e afirmações como "Angola é uma democracia de carácter social"; "estamos a trabalhar para erradicar a pobreza, a nossa maior preocupação é o fosso entre ricos e pobres mas temos a herança que vem do tempo colonial", ou "a corrupção é um problema em todos os países mas temos agido para que as pessoas não se apropriem do que não é delas", coibiu-se de contrapor o óbvio: apesar da sua abundância de recursos, e de ter sido descolonizada há 38 anos, Angola está na cauda do índice de desenvolvimento humano; a família do Presidente apresenta um nível de riqueza e de proeminência nos negócios dificilmente explicável por outro fator que não a sua proximidade ao poder. O desplante é tal que um dos filhos faz parte da direção do fundo soberano de Angola, criado, com uma dotação inicial de cinco mil milhões de euros, por ordem presidencial em 2012; a outra foi atribuída a gestão de um dos canais da TV pública. Das duas, uma: ou Cymerman veio do espaço no dia da entrevista (Israel não é assim tão longe) ou foi condicionado nas perguntas. Como desmentiu a segunda hipótese, só se pode concluir pela primeira. Mas o mesmo terá de ser verdade para a maioria dos comentadores, exceção e honra feitas a Daniel Oliveira e restantes membros do Eixo do Mal. Num país em que se faz manchete de chamar palhaço ao Presidente, é curioso constatar que o de outro país suscita tanta mais reverência. Não sendo pelo respeito ao cargo ou pela dignidade de ter sido para ele eleito (até porque nunca foi), só pode ser por outra coisa qualquer."

Anónimo 27.06.2013

Na revista GENTLEMEN´S QUARTERLY n. 71 ABRIL- M Sousa Tavares diz em As time goes by " ... com a cabeça cheia de maconha,e já não distinguia o dia da noite ou a vida dos sonhos..." pois faz bem snifar maconha,o problema é seu,agora um povo ter de ler, escutar idiotices e acusações é grave. Tente ser decente,isto se for capaz!. Com Convição ser PALHAÇÃO!

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