75% dos portugueses concorda com o corte nas pensões de sobrevivência
27 Outubro 2013, 19:20 por Nuno Aguiar | naguiar@negocios.pt
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Sondagem da Aximage mostra que a maioria dos portugueses concorda com a decisão do Governo. No entanto, 60% acha que existem alternativas aos cortes.

A forma como o Governo apresentou a medida foi muito criticada, mas os portugueses parecem apoiar os cortes nas pensões de sobrevivência. Segundo uma sondagem da Aximage para o Negócios e "Correio da Manhã", 75% concorda com a decisão do Executivo.

 

"O governo anunciou uma medida que vai fazer cortes nas pensões de sobrevivência desde que a soma da pensão com outra existente seja superior a dois mil euros por mês. Pessoalmente, o que pensa desta intenção do governo?" A pergunta foi feita pela empresa de sondagens a 607 portugueses. 74,6% dos inquiridos disse concordar, 23,2% mostrou-se contra e 2,2% disse não ter opinião sobre o tema.

 

O corte nas pensões de sobrevivência foi noticiado pela TSF no início deste mês e confirmada posteriormente pelo Governo. A primeira confirmação de Pedro Mota Soares admitia "a introdução de uma condição de recurso", mas não dava informações sobre o tecto mínimo a partir do qual o corte começaria.

 

A falta de informação inicial sobre a abrangência da medida provocou várias críticas ao Executivo e obrigou Paulo Portas a interromper o Conselho de Ministros de preparação do Orçamento do Estado para fazer uma conferência de imprensa extraordinária. O vice-primeiro-ministro explicou que a medida se aplicará a quem tem duas ou mais pensões com um valor acumulado superior a dois mil euros. Portas garantiu na altura que "só 3,5% [dos 800 mil beneficiários de pensões de sobrevivência], não mais de 25 mil" sentirão o impacto da medida.

 

A medida - criada para compensar parte da não aplicação da "TSU dos pensionistas -permitirá arrecadar 100 milhões de euros.

 

A sondagem da Aximage perguntou também aos portugueses se a via de cortes que o Governo está a seguir é a única solução para o País. 58,9% não concordou, 38,3% disse acreditar que esta é a única solução e 2,8% não tem opinião.

 

Que alternativas podem ser essas? A empresa de sondagens lançou aos questionados uma hipótese: negociar com a troika o alargamento do prazo de pagamento e a redução dos juros da dívida. A grande maioria - 71,7% - disse concordar com esse cenário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 FICHA TÉCNICA

 

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

 

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 607 entrevistas efectivas: 274 a homens e 333 a mulheres; 120 no interior, 265 no litoral norte e 222 no litoral centro sul; 155 em aldeias, 201 em vilas e 251 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

 

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 19 a 22 de Outubro de 2013, com uma taxa de resposta de 78,7%.

 

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 607 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).

 

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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