Política "Alegria", "esperança" e "luta": as reacções ao discurso de Marcelo

"Alegria", "esperança" e "luta": as reacções ao discurso de Marcelo

À margem da leitura partidária, actuais e antigos líderes políticos internacionais, autarcas e militares admitem estar expectantes em relação ao mandato do novo Presidente da República.
"Alegria", "esperança" e "luta": as reacções ao discurso de Marcelo
Bruno Simão
Negócios com Lusa 09 de março de 2016 às 13:59

Chefes de Estado e de Governo, autarcas, capitães de Abril e um ex-candidato colocam a tónica na "esperança" que traz o primeiro dia do mandato de Marcelo Rebelo de Sousa na Presidência da República.

Se Juncker, na véspera da tomada de posse, considerou que Marcelo é "o homem certo no lugar certo", nas primeiras reacções depois do empossamento, Vasco Lourenço, capitão de Abril, admite ter batido palmas "com mais força" ao ver Cavaco Silva sair. Já "Tino de Rans", adversário de Marcelo na corrida presidencial, reconhece: "É o meu Presidente".

Fernando Henrique Cardoso, ex-Presidente brasileiro

"Só para manifestar a minha alegria e o desejo de que o Governo de Portugal realize tudo que queremos: democracia e crescimento".

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.

Apesar de esta quarta-feira não ter querido falar aos jornalistas, Juncker tinha dito ontem, durante o encontro com Marcelo, que o Chefe de Estado "tem sempre de enfrentar desafios, mas agora temos o homem certo no local certo".
 
Ao início da tarde, colocou uma mensagem na rede social Twitter em que volta a felicitar Marcelo e manifesta "confiança em Portugal".

José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde

O chefe de Governo cabo-verdiano felicitou Marcelo na rede social Facebook e, numa referência a um contacto recente com o Presidente em que este tinha manifestado admiração por aquele país, disse esperar que "juntos, poderemos elevar a cooperação entre os nossos dois países a novos patamares".

Toma, hoje, posse o Presidente de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa. Quero apresentar - lhe as minhas felicitações e...

Publicado por Jose Maria Pereira Neves em Quarta-feira, 9 de Março de 2016

Eduardo Barroso, médico e amigo de infância de Marcelo Rebelo de Sousa


"Uma grande comoção. Com as lágrimas nos olhos, até parece que fui eu o eleito. (...) Pode ser uma nova era para a política portuguesa, de afectos, de capacidade de comunicação, de união dos portugueses. Nós vamos sentir, eu acho que já se sente hoje. Era uma coisa que eu previa há 57 anos, não é de agora. O Marcelo tinha dez anos quando disse que isto ia acontecer. E depois ele merece, é um cidadão fenomenal. É a cereja no topo do bolo de uma vida de cidadania. Isto vai ser completamente diferente" [declarações na TVI 24].


Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa

"Leu bem o tempo em que estamos no país, de pacificação de entendimento, de convergência, com muitas feridas abertas do período do ajustamento e muitos estratos da população com problemas muito sensíveis ao nível da pobreza e da exclusão social".

Sampaio da Nóvoa, ex-candidato a Belém

"Há um novo Presidente, o Presidente de todos os portugueses, também é o meu Presidente", disse Sampaio da Nóvoa, citado pela TVI 24. O antigo reitor da Universidade de Lisboa disse serem necessários "discursos de unificação, que juntem as pessoas" em Portugal, que "tem todas as possibilidades de ser um país de referência no século XXI". "É tempo de união para olhar para o futuro", afirmou.


Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril

"Como tive oportunidade de dizer ao Presidente, gostei muito do discurso. Estou confiante e esperançoso de que a prática esteja de acordo com o discurso. Com o anterior, não há comparação possível. Eu até bati palmas com mais força por o ver ir-se embora".

Vitorino Silva [Tino de Rans], ex-candidato presidencial

"É o meu Presidente. É um discurso que eu faria porque percebi em campanha que éramos os políticos mais parecidos. Gostei de ter ido à luta com ele. (…) Quero dizer ao país que estes políticos têm de ouvir a sétima fila. Foi a primeira vez que me sentei no parlamento e comecei pela fila do povo, a mais importante".




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