Política CDS quer demissão do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

CDS quer demissão do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

O CDS pediu esta quarta-feira a demissão do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais por considerar "reprovável e grave" que tenha viajado a convite da Galp para assistir a jogos da selecção de futebol no Campeonato Europeu/2016.
CDS quer demissão do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 03 de agosto de 2016 às 23:38

A edição online da revista Sábado noticiou hoje que o secretário de Estado Fernando Rocha Andrade viajou a convite da Galp para assistir a encontros da selecção portuguesa durante a fase de grupos do Europeu.

 

"É um procedimento reprovável e não é de maneira nenhuma aceitável. A situação é reprovável e grave", afirmou esta noite à agência Lusa o deputado e vice-presidente do CDS Telmo Correia, lembrando que a Galp tem um "conflito público com o Estado".

 

Para o CDS, o primeiro-ministro "deve esclarecer como como vê a permanência de um secretário de Estado nestas condições no Governo".

 

Além disso, o CDS quer o secretário de Estado tire "as consequências óbvias do seu comportamento", afirmando que essas consequências são a demissão do cargo.

 

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais veio já dizer que pretende reembolsar a Galp da despesa da viagem para assistir a jogos da selecção no Campeonato da Europa, embora encare com normalidade ter aceitado o convite da empresa.

 

Numa nota enviada à Lusa pelo gabinete de imprensa do Ministério das Finanças, o secretário de Estado confirma que aceitou o convite feito pela Galp, "enquanto entidade patrocinadora da Selecção Nacional", para assistir a dois jogos.

 

O governante sublinha que "considerou o convite natural, dentro da adequação social" e entende que "não existe conflito de interesses". "No entanto, para que não restem dúvidas sobre a independência do Governo e do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, o secretário de Estado contactou a Galp no sentido de reembolsar a empresa da despesa efectuada", refere o Ministério das Finanças.

 




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