Política César das Neves: “Os que se indignam com a famigerada austeridade só podem ignorar a realidade”

César das Neves: “Os que se indignam com a famigerada austeridade só podem ignorar a realidade”

César das Neves diz que “o Governo tem errado muito, mas a oposição mente com todos os dentes”, considerando que a única opção é curar o país de um endividamento elevado.
César das Neves: “Os que se indignam com a famigerada austeridade só podem ignorar a realidade”
Negócios 06 de maio de 2013 às 07:50

“Gritar contra os sacrifícios ou, pior, fingir que seriam, evitáveis pode ser compreensível, mas é tolice ou, pior, flagrante desonestidade”, afirma o professor universitário, num artigo de opinião publicado no “Diário de Notícias”.

 

O colunista salienta que “por dolorosa que seja a quimioterapia, perante um cancro não há alternativa.”

 

César das Neves sublinha que o “mal agrava-se” devido à acumulação da dívida por parte do país e que é necessário reduzir o endividamento, a bem das famílias e das empresas.

 

“Os que se indignam com a famigerada austeridade só podem ignorar a realidade da situação”, considera, acrescentando que “Os caminhos fáceis que recomendam gerariam mais, não menos, sofrimento. Repudiar ou renegociar a dívida, sair do euro, rejeitar a troika são vias para o isolamento e alienação dos mercados, que nos afastariam da estabilidade e desenvolvimento.”

 

César das Neves realça que “o Governo tem errado muito, mas a oposição mente com todos os dentes.”

 

O comentador adianta que Portugal precisa de reequilibrar as suas contas e que se “cumprir” com o programa de consolidação “sairá mais forte e resistente.”




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mais votado Saraiva 06.05.2013

Numa total impunidade estas aves de mau agoiro por aí andam a defender a miséria, com uma única ideia: destruir a economia nacional e o rendimento das famílias parece ser um desígnio criminoso de traição à Pátria e aos portugueses. Trabalhem para construir uma economia mais forte e competitiva na valor intrínseco desta unidade de destino que é Portugal. Rua com este desgoverno e os seus cúmplices que tem de ser confrontados com o crime de traição à Pátria.

comentários mais recentes
Anónimo 07.05.2013

Isso mesmo: carregar ainda mais na austeridade. Pode ser que de uma vez por todas se liberte a ira do Povo e se acabe de uma vez por todas com o modo de produção capitalista.

Anónimo 07.05.2013

Os portugueses querem o impossível, detestam a verdade e por isso, tendem em acreditar em mentirosos!

Joao 07.05.2013

Concordo que Portugal tem de reequilibrar as suas contas, no entanto está à vista de todos que não é com mais austeridade e com a destruição da economia e do denominado "pequeno comércio" que irá resultar algo positivo, pelo contrário, basta olhar para os indices de desemprego principalmente quando todos nós sabemos que os dados oficiais não são os reais para sentir a desgraça que se apoderou do nosso país!. Estou convicto é que a situação dos buracos financeiros (que todos os dias descobrimos mais um), seria resolvido de imediato com a responsabilização imediata e criminal por gestão danosa de dinheiros públicos aos ex-politicos e gestores das empresas públicas. Estes "supostos gestores" muitos deles corruptos, arruinaram um país, continuam a receber ordenados/reformas milionárias e nada lhes é imputado, talvez com a responsabilização os próximos pensassem duas vezes antes de voltarem ao mesmo! Por outro lado existem situações caricatas e chocantes que não consigo entender, em outros países os imigrantes têem licença para trabalhar e quando acaba o trabalho e ficam sem a licença são repatriados para o seu país de origem de imediato!. Em Portugal ficam por cá e o estado ainda lhes paga subsidio de desemprego, assistência social, etc etc....como é isto possivel quando se pensa em cortar pensões de reforma a quem trabalhou uma vida inteira, e cortes nos subsidios aos desempregados,??????

TIM TIM 06.05.2013

É curioso o raciocínio de que o caminho seguido está a empobrecer o país e a destruir a economia. Afinal, que país temos e que economia queremos defender? O país donde partimos, em 2011, não tinha crédito externo, não tinha reservas, para viver precisava todos os anos de um valor equivalente a 3% do PIB , para manter o desemprego precisava de construir betão pagando com um cartão de crédito chamado PPP. Quando os bancos fecharam o crédito dos PPP e quando os juros para pagar vencimentos e pensões chegaram a cerca de 8% , o país viu que era a banca rota .Se transferirmos este cenário para uma empresa, imaginemos uma empresa com a porta aberta ,sem matéria prima e sem garantia de assegurar os salários por mais dois meses, com uma dívida monstruosa e o crédito cortado. Cá fora, os trabalhadores e políticos, incluindo muitos do PS, a gritar. "Queremos crescer. Vamos produzir para vender. " Que comentários mereciam este cenário? Alguém está a faltar à verdade....

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