Política Eleições ou novo primeiro-ministro? Saiba o que pode acontecer ao Governo com a saída de Paulo Portas

Eleições ou novo primeiro-ministro? Saiba o que pode acontecer ao Governo com a saída de Paulo Portas

Com a saída de Paulo Portas do Governo, o líder do partido minoritário da coligação, colocam-se em cima da mesa vários cenários políticos.
Eleições ou novo primeiro-ministro? Saiba o que pode acontecer ao Governo com a saída de Paulo Portas
Bruno Simões 02 de julho de 2013 às 17:24

O Negócios identificou, com a ajuda do politólogo Carlos Jalali, cinco saídas possíveis, quase todas sem implicar eleições. Um novo acto eleitoral ocorre se o primeiro-ministro se demitir ou se Cavaco dissolver o Parlamento. Se isso não acontecer, sobram várias alternativas: o Parlamento mantém-se com outro primeiro-ministro à frente do Governo ou o CDS fica a apoiar o Governo, mas apenas no Parlamento.

 

Eleições antecipadas

 

Para haver eleições antecipadas, Cavaco Silva tem de dissolver o Parlamento e marcar a data do novo acto eleitoral. O Governo também pode cair caso Passos Coelho apresente a demissão ao Presidente da República. A partir daí, serão marcadas eleições antecipadas. Para Carlos Jalali, o Presidente só deverá dissolver o Parlamento caso Passos se demita – “é pouco provável que dissolva a Assembleia da República”.

 

Governo de iniciativa presidencial

 

Neste cenário, o Governo cai mas Cavaco Silva não dissolve o Parlamento. O Presidente conversa com os partidos para tentar encontrar um novo primeiro-ministro. Depois disso nomeia uma pessoa e esse novo primeiro-ministro tem de apresentar o seu programa à Assembleia da República. Se ele for chumbado, o novo Governo cai, ou seja, este cenário exige o apoio de uma maioria dos deputados no Parlamento. Seria um primeiro-ministro que não iria passar por eleições.

 

CDS sai do Governo mas oferece acordo de incidência parlamentar

 

Neste cenário, o Governo pode manter-se mas saem todos os ministros do CDS. Os centristas, por seu turno, acordam com o Governo alinhar com o PSD na votação de diplomas, mantendo uma maioria parlamentar. Carlos Jalali tem dúvidas se haveria formalmente um novo Governo ou se se manteria o actual. O figurino de ministros, contudo, seria o mesmo.

 

CDS mantém-se no Governo e só troca Portas

 

Ainda que possível, é um cenário altamente improvável. Portas demite-se, e o CDS indica outro nome para o seu lugar. Seria o que aconteceu com Gaspar: o primeiro-ministro indicou um substituto. Neste cenário, nada mudaria, em termos políticos, no equilíbrio de forças do Governo. Porém, Paulo Portas é o líder do CDS e a sua saída do Governo terá, provavelmente, forte impacto no Executivo.

 

Novo nome refaz a coligação

 

Também pode haver uma reedição de 2004. Quando Durão Barroso saiu, o PSD indicou o nome de Santana Lopes como novo primeiro-ministro. Se Passos se demitisse, o PSD poderia indicar, igualmente, um novo nome para liderar o Governo. Essa pessoa teria de refazer a coligação, negociando com Portas. O actual Governo caía, formalmente, mas o Parlamento mantinha-se. Não haveria eleições, mas haveria um novo Governo, que seria o XX Governo Constitucional.




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mais votado Anónimo 02.07.2013

Nem eleições, nem PS, nem CDS, nem PSD, Nem PCP, nem BE e sei lá quem mais. Nenhum dos partidos com assento na Assembleia tem deputados capazes ou é credível para governar um País! A única solução é eleger um governo entre personalidades independentes, verdadeiramente apartidários e sem "dívidas" com a máfia portuguesa!

comentários mais recentes
Anónimo 03.07.2013

Pessoal criei um movimento para ir as proximas eleicoes e chama-se MOVIMENTO PELO POVO e será um movimento livre destes partidos e geridos por pessoas jovens, modernas, cultas e que nunca se ligaram a qq movimento partidário. Já comecei a recolher as assimaturas, em breve teremos site e programa para as proximas eleicoes! Vamos acabar com esta máfia que nos rouba desde 74 e criar um país novo cheio de esperança para todos. J S Silva

Anónimo 02.07.2013

A Democracia já deu provas que não funciona. Cavaco, tu tens maioria, convoca os chefes militares e assume o comando da Nação que foi para isso que te elegemos.

José Tavares 02.07.2013

Novas eleições ! Eleições são o negócio dos partidos, não se deve começar por aí. pois isso custaria uma pipa de euros ao País. Um Governo de Salvação Nacional seria o caminho mas com um programa definido que teria como primeira prioridade prender todos os culpados ou que tenham contribuido para a CRISE e para a DÍVIDA colossal que enfrentamos sejam eles quem forem e expropriando-lhes os EUROS que arrecadaram de forma incorreta e ilícita a abater na DÍVIDA que, por sua vez, deve ser devidamente esclarecida.... Isentar de taxas e impostos os rendimentos mensais inferiores a 2500 euros, incluindo salários, pensões e outros rendimentos,tendo em conta os rendimentos das Famílias... Acabar com as morbomias, altos salários e bónus dos gestores públicos e de Empresas intervencionadas e de Políticos, não esquecendo especialmente os BANCOS ... Reduzir as equipas de Administradores dos Bancos e Empresas Públicas... Igualar o IVA em Portugal ao Iva de Espanha, aplicando taxas de IVA mais agravadas a produtos de luxo ou superflos...~ Incentivar o investimento nas energias alternativas, sol, água e vento, em Particulares, Empresas e empresas e instituições públicas ... ........... etc. etc. ....

Anónimo 02.07.2013

A Troika tinha razão em ter todo os cuidados e mais alguns com esta escumalha da Tugalhada. Fosse eu e a Tugalhada em vez de 3% de juro, pagava era 20 0u 30% e à cabeça pelos empréstimos senão, teriam de ir mamar num longo e grosso para os lados da África sub-Sariana. Povo de trampa, irresponsáveis e incompetentes.

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