Política Expectativas no Governo de António Costa disparam

Expectativas no Governo de António Costa disparam

O PS sobe nas intenções de voto mas continua atrás do PSD. Três quartos dos portugueses considera que o Governo de António Costa está a ser igual ou melhor do que o esperado.
Expectativas no Governo de António Costa disparam
Nuno Carregueiro 10 de janeiro de 2016 às 21:01

No segundo mês à frente do Governo, António Costa começa a recolher os primeiros efeitos da política da reposição de rendimentos que está a adoptar: o PS sobe nas intenções de voto, a avaliação do Governo dispara e a confiança no primeiro-ministro melhora.

 

Estas são três das conclusões do Barómetro Político de Janeiro da Aximage, para o Negócios e o Correio da Manhã. Mais de metade dos inquiridos considera que o Executivo de António Costa está a governar igual ao que se esperava enquanto quase um quarto (22,6%) diz que está a ser melhor do que esperado. Apenas 10,5% considera que está a governar pior.

 

A conjugação destas respostas permite que o índice de expectativas no Governo de António Costa tenha disparado para 42 em Janeiro (numa escala que varia entre -100 e 100). Um registo que compara com os 9 pontos registados em Dezembro e os valores negativos atribuídos de forma consecutiva ao Governo de Passos Coelho nos meses anteriores (ver gráfico).

 

Mas há mais sinais de aumento de popularidade do Governo de António Costa. Na avaliação que os inquiridos fazem aos vários líderes partidários, o líder do PS surge destacado no primeiro lugar com 13,1 pontos, quando em Novembro era o pior classificado e com negativa (8,4). Numa escala que varia de 0 a 20, Catarina Martins surge em segundo (12), Passos Coelho mantém nota positiva e só Paulo Portas é avaliado abaixo de 10.

 

Como habitualmente, no barómetro político mensal a Aximage pergunta aos inquiridos em quem é que tem maior confiança para primeiro-ministro. António Costa passou à frente de Passos Coelho, ao recolher 48,3% das preferências, contra 38,9% do ex-primeiro-ministro, que baixou mais de 5 pontos percentuais face a Dezembro.

 

Nas intenções de voto também se verifica uma melhoria do PS, mas aqui ainda insuficiente para surgir à frente do PSD. Se as eleições fossem hoje o partido de Passos Coelho sairia vencedor, recolhendo 36,2% dos votos. Trata-se de uma subida de 1 ponto percentual face ao barómetro de Dezembro, que é suficiente para compensar o aumento mais acentuado do PS. As intenções de voto nos socialistas aumentou de 34% para 35,5%.

 

A subida nas intenções de voto no PSD e PS é feita à custa da descida de todos os outros. O Bloco de Esquerda desce de 12,1% para 9,8%, a CDU cai de 7,4% para 5,6% e o CDS recua de 4,1% para 3,6%.

 


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mais votado 5640533 10.01.2016

Vai custar caro...

comentários mais recentes
AMLG 14.01.2016

Eu também tenho a expectativa que desapareça rápido, especialmente a esquerda radical. Já se o PS estiver sozinho no governo, depois de ganhar eleições, não tenho nada contra.

AMLG 13.01.2016

O que me sossega mais é estarmos sobre um programa de ajustamento porque logo que saiam os dados da execução orçamental a troika encarrega-se de meter este propagandista no seu devido lugar. Foi pena não estarmos sobre o mesmo programa nos governos do Sócrates. A verdade é que isto nunca teria chegado à bancarrota.

ZeMoca 11.01.2016

Comentario visado pela comissao de censura!

Anónimo 11.01.2016

Quem nao se lembra da d.branca.

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