Política Impasse em Itália: Partidos mais votados querem eleições antecipadas em Julho

Impasse em Itália: Partidos mais votados querem eleições antecipadas em Julho

Continua sem haver entendimento em Itália. O presidente italiano queria eleições antecipadas só em 2019, mas partidos querem já em Julho.
Tiago Varzim 07 de maio de 2018 às 20:16

Os dois partidos mais votados em Itália querem eleições antecipadas em Julho. Perante o apelo do presidente Sergio Mattarella para que se forme um "Governo neutral", tanto o Movimento 5 Estrelas (M5S) como a Liga rejeitaram. Os líderes de ambos os partidos, Luigi Di Maio e Matteo Salvini, respectivamente, querem repetir confronto eleitoral.


De acordo com a Reuters, ambos querem que as eleições sejam marcadas para dia 8 de Julho, a data mais próxima que é permitida pela lei eleitoral de Itália. No entanto, não era esta a intenção do presidente italiano. Mattarella pretendia que ambos os partidos fossem capazes de se juntar num Governo de transição para assegurar as finanças públicas italianas, o Orçamento do Estado para 2019 e preparar o país para eleições antecipadas apenas no próximo ano.


Contudo, o próprio admitiu que, se as eleições de Março deste ano continuassem a ser inconclusivas do ponto de vista de criar uma solução política, Itália deveria avançar com eleições em Julho ou no Outono.


Esta é a preferência dos partidos mais votados que actualmente podem desbloquear a política interna italiana. Por um lado, o líder da Liga, Matteo Salvini, disse que "não há tempo a perder, não há espaço para um Governo tecnocrata". Por outro lado, o líder parlamentar do M5S, Danilo Toninelli, garantiu que "a única forma de haver um Governo sério é voltar às urnas".


Já o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, do partido Força Itália, não quer pressas. Para Berlusconi as eleições antecipadas deveriam realizar-se no Outono: "Não temos medo das eleições, mas ir às urnas no Verão vai ajudar a abstenção", argumentou.


Os partidos italianos têm falhado nas várias tentativas de formar uma coligação entre si após as eleições de 4 de Março, após várias semanas de negociações. 

 



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