Política Intenções de voto no PS caem pelo sexto mês e PSD fica abaixo dos 30%

Intenções de voto no PS caem pelo sexto mês e PSD fica abaixo dos 30%

Os dois maiores partidos portugueses continuam a descer nas intenções de voto para as legislativas. O PSD caiu mais, baixando da fasquia dos 30% e mesmo em coligação com o CDS permanece atrás dos socialistas.
Intenções de voto no PS caem pelo sexto mês e PSD fica abaixo dos 30%
Bruno Simão/Negócios
Nuno Carregueiro 11 de março de 2015 às 00:01

O PS e o PSD voltaram a perder intenções de voto no barómetro mensal da Aximage para o Negócios e Correio da Manhã, com os socialistas a permanecerem destacados na liderança, mesmo juntando os votos dos dois partidos da maioria.

 

O partido liderado por António Costa recolhe 36,1% das intenções de voto, uma descida de 6 décimas face a Fevereiro. Este é já o sexto mês consecutivo de queda no PS, que neste período regista uma perda acumulada de mais de 4 pontos percentuais.

 

Uma descida nas intenções de voto que não está a ser aproveitada pelo PSD, já que o partido liderado por Pedro Passos Coelho desceu em Março pelo quinto mês seguido e está já abaixo dos 30%. As intenções de voto ficaram em 28,9%, uma queda de 1,3 pontos percentuais face a Fevereiro. O PSD perdeu 2,2 pontos percentuais em quatro meses seguidos de queda, conseguindo ainda assim permanecer acima do mínimo de 24,9% que atingiu em Junho do ano passado e dos 27,4% registados em Outubro.

 

CDU acima dos 10%

 

As intenções de voto perdidas pelos maiores partidos foram para CDS, CDU e Bloco de Esquerda. O partido liderado por Paulo Portas subiu 8 décimas para 6,1%, mas junto com o PSD persiste atrás do PS, com uma diferença de 1,1 pontos percentuais.

 

A CDU consegue uma subida de 1,5 pontos percentuais para 10,7%, reforçando o estatuto de terceiro maior partido e superando a fasquia dos 10%. Já o Bloco de Esquerda sobe duas décimas para 4%.

 

Já os partidos mais pequenos sofreram quedas, com o PDR de Marinho e Pinto a baixar de 5,2% para 4,4% e o Livre a cair de 2,5% para 1,6%.

 

 

FICHA TÉCNICA 

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 275 a homens e 325 a mulheres; 99 no Interior Centro Norte, 163 no Litoral Centro Norte, 90 no Sul e Ilhas, 171 em Lisboa e Setúbal e 77 no Grande Porto; 149 em aldeias, 209 em vilas e 242 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 3 a 6 de Março de 2015, com uma taxa de resposta de 81,3%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

 




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mais votado (Ò_ó) 11.03.2015

Eis os experts que vão aconselhar A.Costa. A quantidade de ex-ministros e sec. de estado dos governos de J.Sócrates é preocupante.

João Tiago Silveira - Lic.Direito. Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e Secretário de Estado da Justiça dos governos de J.Sócrates.
Paulo Pedroso - Lic. Sociologia, SEM COMENTÁRIOS (Casa Pia), CRIADOR DO RSI
António Vitorino - Lic. Direito, membro da loja maçónica Grande Oriente Lusitano
Ana Maria Bettencourt - ??
António Correia de Campos - Lic. Direito, Ministro da Saúde de Sócrates. Defendeu o fim da ADSE. Escreve no Publico
Augusto Santos Silva - Lic. Sociologia, Ministro dos Assuntos Parlamentares e Ministro da Defesa de J.Sócrates
Francisco Seixas da Costa - licenciado em Ciências Políticas. Entre 2009 e 2013, foi embaixador em França! Aposentado da função pública, mas exerce funções como consultor da Mota-Engil. Administrador não executivo da Jerónimo Martins. Administrador independente da empresa Mota-Engil África. Desde 2013, é colunista do Diário Económico (cujo diretor é irmão de A.Costa). Professor convidado, na Universidade Autónoma de Lisboa.
Gustavo Cardoso - Escreve no Publico
Helena André - lic. em Línguas e Literaturas Modernas, Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social de J.Sócrates.
Helena Freitas - Escreve no Publico
João Cravinho - Engenheiro civil. Ministro do Equipamento, Planeamento e Administração do Território de Guterres. Em 2006, enquanto deputado socialista, criou um plano de anticorrupção que consistia em colocar sob suspeita uma pessoa cujas declarações de rendimentos não correspondessem ao seu real património. Esta proposta foi rejeitada pelo parlamento. Pouco depois Cravinho demitiu-se e foi para Inglaterra, onde foi nomeado administrador de "The European Bank for Reconstruction and Development", pelo governo português liderado por José Sócrates. (Foi-lhe arranjado um tacho para o calar) É comentador na SIC Notícias. Pertence à maçonaria, apesar de não frequentar muito as reuniões.

comentários mais recentes
Anónimo 12.03.2015

Se fosse o A. Seguro iria votar neste Ps. Agora os Boys do Sócrates e Guterres, é lamentável até pedófilos foram recrutar, para que foram tirar o Seguro? Destruíram o PS

Anónimo 11.03.2015

todos os governantes cometem erros, outra coisa é governar para os amigos com a condição que lá na frente esses favores serão pagos. Esta tese vale para todos, sem exceção.Mesmo os partidos de Esq. fariam o mesmo. Os governantes nunca se lembram dos outros enquanto poder.

AAAA 11.03.2015

AINDA HÁ CERCA DE 30% DE CORRUPTOS A VOTAR NO PS, PSD E CDS? PORTUGAL ASSIM NÃO MUDA. OS OUTROS PORTUGUESES TÊM TODOS QUE IR VOTAR NOUTROS PARTIDOS, A ABSTENÇÃO É DAR O VOTO AOS MESMOS CORRUPTOS QUE ANDAM À SOLTA HÁ 40 ANOS.

???? 11.03.2015

Ó Flop, um grande flop está a sair este governo. A prova real está na figura do 1º ministro quando defende um combate cerrado à evasão fiscal e ele é o primeiro a fugir ao pagamento das suas obrigações contributivas.

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