Política Marcelo quer fortalecer presença de Portugal na NATO

Marcelo quer fortalecer presença de Portugal na NATO

O chefe de Estado reforçou perante os parceiros internacionais a aposta de Portugal no triângulo União Europeia - NATO - PALOP e, numa alusão ao "Brexit", saudou "a integração europeia desse grande estado europeu", o Reino Unido.
Marcelo quer fortalecer presença de Portugal na NATO
Miguel Baltazar
Paulo Zacarias Gomes 10 de Março de 2016 às 17:15

O Presidente da República defendeu esta quinta-feira, 10 de Março, que Portugal deve reforçar a presença na NATO e apostar numa União Europeia mais avançada, além da construção de "um novo dia" com os parceiros africanos.


Na sua primeira intervenção após a posse perante o corpo diplomático acreditado em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu a "vontade de fortalecer a nossa presença na Aliança Atlântica" no combate ao "flagelo" do terrorismo, a par do aprofundamento da relação com os "aliados" dos EUA.


As reservas dos partidos à esquerda do PS quanto à presença de Portugal na Aliança Atlântica e na Zona Euro levaram o anterior Presidente da República, Cavaco Silva, a argumentar que "nunca os governos dependeram de forças políticas antieuropeístas" na intervenção em que indigitou Passos para formar o Governo.

Mais tarde, depois de garantias de Costa quanto ao respeito pelo projecto europeu, euro e NATO, Cavaco Silva acabaria por empossar António Costa, com o apoio parlamentar de PCP, BE e PEV.

Já no discurso de posse, Marcelo tinha frisado a necessidade de Portugal ser fiel "aos compromissos a que soberanamente nos vinculámos" e esta quinta-feira sublinhou a mesma ideia: "Exercerei assim o meu cargo no estrito cumprimento da Constituição e dos compromissos internacionais assumidos". E acenou com as 28 páginas do programa de Governo que definem a política e as prioridades da política externa para reafirmar essa aposta.

Argumentando ser "tão simples perceber a política externa portuguesa", Marcelo defendeu uma "aposta de forma resoluta e sem hesitações" na União Europeia, para que o espaço dos 28 seja "mais avançado, harmonioso, unido, com papel mais coeso na ordem mundial", além do reforço da confiança entre portugueses e cidadãos de países africanos para obtenção de "vantagens mútuas".

O Chefe de Estado manifestou por outro lado vontade de participar na assembleia-geral das Nações Unidas, num "sinal claro da nossa aposta no multilateralismo" e aproveitou para defender a candidatura de António Guterres a secretário-geral da ONU. "António Guterres será um brilhante secretário-geral das Nações Unidas. É certamente o vulto mais brilhante da minha geração", caracterizou.

Depois, referindo-se ao Reino Unido, mas sem se pronunciar directamente sobre a questão do referendo que os britânicos vão realizar a 23 de Junho, Marcelo "no respeito da soberania", disse prezar "a integração europeia desse grande estado europeu".




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comentários mais recentes
Com o dinheiro de quem? 10.03.2016

Não há dinheiro rapazote. Paga do teu bolso que eu não sou teu pai.

Maria Valentina Umer 10.03.2016

He must be joking!The only thing Portugal has to offer NATO is the Acores Air Base on lease, as long as the Amis want it. He has to address much more pertinent issues for Portugal: its corruption, namely!

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