Política Movimento 5 Estrelas e Liga próximos de formar governo em Itália

Movimento 5 Estrelas e Liga próximos de formar governo em Itália

As duas forças políticas anunciaram progressos significativos nas negociações, com Luigi di Maio, líder do Movimento 5 Estrelas, a declarar que estão "a fazer história". O impasse político em Itália estará próximo do fim.
Movimento 5 Estrelas e Liga próximos de formar governo em Itália
Negócios 13 de maio de 2018 às 22:05

Os líderes do Movimento 5 Estrelas e da Liga terão chegado a acordo sobre os pontos-chave de um programa de governo, abrindo caminho à formação de uma coligação que deverá pôr termo ao impasse político que se vive em Itália desde as eleições legislativas de Março.

De acordo com a imprensa internacional, apesar de as duas forças políticas terem aproximado posições quanto aos conteúdos programáticos, os seus membros ainda estarão a discutir a composição da equipa governativa.

De acordo com o The Wall Street Journal, o acordo alcançado este domingo inclui medidas como um rendimento universal para os desempregados, a chamada "flat tax", uma taxa fixa de IRS de 15% e a revogação da reforma das pensões de 2011.

Uma fonte do Movimento 5 Estrelas, citada pela Bloomberg, avançou que, depois das reuniões deste domingo, o presidente italiano Sergio Mattarella foi informado que os líderes dos dois partidos estão preparados para propor um nome para o cargo de primeiro-ministro.

"Estamos a fazer história e precisamos de um pouco de tempo", afirmou Luigi di Maio (na foto), líder do Movimento 5 Estrelas, em declarações aos jornalistas este domingo, durante uma pausa nas negociações que decorrem em Milão. "Tem sido um dia muito produtivo", acrescentou o responsável.

Nem Salvini nem Di Maio querem permitir que o outro se torne primeiro-ministro, com Salvini a argumentar que, embora o seu partido tenha conquistado muito menos votos, ele representa uma aliança eleitoral de centro-direita que alcançou 37%. Neste contexto, os dois líderes deverão apresentar um nome independente para o cargo, que terá de ser validado pelo presidente.

Sergio Mattarella lembrou isso mesmo aos partidos num discurso realizado no sábado, sublinhando que a constituição lhe dá a palavra final sobre a nomeação do primeiro-ministro e que não é obrigado a aceitar a recomendação.

Luigi di Maio e Matteo Salvini, líder da Liga, deverão reunir-se na segunda-feira com o chefe de Estado para comunicar os progressos feitos nas negociações que arrancaram na quinta-feira.




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