Política O "top 5" dos líderes partidários portugueses mais resistentes

O "top 5" dos líderes partidários portugueses mais resistentes

Passos Coelho, com a reeleição deste sábado, ainda não ultrapassa Cavaco Silva como líder do PSD que mais anos esteve na liderança. O Negócios recorda-lhe quem foram os líderes partidários que mais anos estiveram à frente dos respectivos partidos.
O "top 5" dos líderes partidários portugueses mais resistentes
Miguel Baltazar/Negócios
Liliana Borges 06 de março de 2016 às 10:20
Pedro Passos Coelho, com a reeleição deste sábado, será o segundo líder do PSD com maior longevidade na liderança do partido. Ainda não destrona os 10 anos de Cavaco Silva. Veja aqui o "ranking" dos líderes partidários portugueses em matéria de longevidade.

1.º - Álvaro Cunhal

Partido: Partido Comunista Português

Tempo à frente do partido: 31 anos


O PCP será para sempre indissociável de Álvaro Cunhal. Entrou para o partido uma década depois da sua fundação, em 1931, quando tinha 17 anos. Paralelamente, integra a Liga dos Amigos da URSS e o Socorro Vermelho Internacional. Álvaro Cunhal assume o cargo de secretário-geral em 1961, 30 anos depois de se filiar no partido. Só viria a abandonar a liderança do partido em 1992. No entanto, até ao 25 de Abril, Cunhal foi alvo do regime salazarista, tendo passado longos períodos sob a prisão e enquanto clandestino. Quando regressou a Portugal, cinco dias após o 25 de Abril de 1974, passeou por Lisboa de braço dado com Mário Soares, como forma de comemorar a revolução. Se apenas contabilizarmos os anos enquanto secretário-geral do PCP após o partido deixar de operar na clandestinidade, Álvaro Cunhal liderou o PCP durante 18 anos.

2.º - Paulo Portas

Partido: Partido Popular (CDS-PP)

Tempo à frente do partido: 15 anos

Antes de chegar ao CDS, Portas esteve filiado no PSD durante três anos, entre 1979 e 1982, época em que iniciou a sua vida política. Em 1998 assume a presidência do CDS-PP. Desde então, só esteve dois anos afastado da direcção do partido entre 2005 e 2007. Em 2007 volta a assumir a sua liderança, perdida que tinha sido para José Ribeiro e Castro, que em Agosto deste ano apontava "a morte do CDS" e criticava o "abandono" das responsabilidades de Portas. Depois de 15 anos enquanto "a cara" do CDS-PP, Paulo Portas deixa espaço para "uma grande nova esperança na nova geração do CDS", atribuindo a sua saída à longevidade conquistada. O Congresso electivo do CDS-PP acontece este mês de Março.

 

3.º - Mário Soares

Partido: Partido Socialista (PS)

Tempo à frente do partido: 12 anos

Tal como Álvaro Cunhal, Mário Soares foi um dos resistentes ao regime do Estado Novo. Abandona o Partido Comunista para se tornar co-fundador do Partido Socialista, a 19 de Abril de 1973. Dessa data a 13 de Novembro de 1985, Soares é secretário-geral do PS, altura em que se auto-suspende do cargo para apresentar a sua candidatura à Presidência da República.


4.º - Francisco Louçã

Partido: Bloco de Esquerda (BE)

Tempo à frente do partido: 12 anos

Foi oficialmente nomeado coordenador nacional (equivalente a secretário-geral) do Bloco de Esquerda em 2005, aquando a criação do cargo de figura de coordenador nacional, seis anos depois da fundação do partido. A 11 de Novembro de 2012, Louçã deixa a liderança do partido, alegando a necessidade "renovar gerações". Se considerarmos o seu papel enquanto número um do BE desde a formação do partido, Louçã liderou-o durante 12 anos. Se contabilizarmos o período a partir da oficialização do cargo de coordenador nacional pelo Bloco de Esquerda em 2005 a duração da liderança do partido é reduzida para sete anos.  

 

5.º - Aníbal Cavaco Silva

Partido: Partido Social Democrata (PSD)

Tempo à frente do partido: 10 anos

O ainda Presidente da República chegou à liderança do PSD a 2 de Junho de 1985, quando inicialmente nem sequer se assumia candidato, num histórico congresso realizado na Figueira da Foz, depois de ter ocupado a pasta das Finanças do Governo de Sá Carneiro. Nesse ano, e durante uma década, Cavaco Silva torna-se primeiro-ministro de Portugal, até 19 de Fevereiro de 1995. A liderança do PSD coincidiu assim com a chefia do Governo, tendo sido a pessoa que, desde o 25 de Abril, mais tempo esteve na liderança do país.


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comentários mais recentes
Francisco António 06.03.2016

Salazar foi pioneiro em desbaratar as economias de Portugal ! Proporcionalmente a guerra colonial foi mais dispendiosa para nós do que o Vietname o foi para os Estados Unidos. Bem cara nos ficou a teimosia do jurista armado em economista e estadista

Anónimo 06.03.2016

Se eu tivesse familiares na idade de aprenderem historia contemporanea portuguesa,aconselhava-os a nao o fazer,ela esta cheia de precalcos.Quem ve o filho do paizinho ve o paizinho,verdadeiros penduras,destruidores de valores.Tanto deixado pelo DR.Salazar,resta-nos dividas.

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