Política Partido Unido dos Reformados e Pensionistas quer concorrer às próximas eleições

Partido Unido dos Reformados e Pensionistas quer concorrer às próximas eleições

O movimento político Partido Unido dos Reformados e Pensionistas (PURP) entregou hoje 8770 assinaturas no Tribunal Constitucional para se constituir oficialmente como partido político e poder concorrer às próximas eleições legislativas.
Lusa 07 de abril de 2015 às 17:32

"Recolhemos 8770 [assinaturas], achamos que é o suficiente. Entregámos o projecto de estatutos e entregámos a declaração de princípios" no Tribunal Constitucional, disse à agência Lusa o fundador do movimento António Mateus Dias, acrescentando que foram precisos cerca de quatro meses para juntar as assinaturas.

 

António Mateus Dias, reformado da empresa ANA, afirmou também que o objectivo do PURP é concorrer "a todos os cargos do país", nomeadamente às próximas eleições legislativas.

 

"É para ganharmos as eleições, temos capacidade e material para isso", respondeu o fundador do PURP quando questionado acerca do objectivo nas legislativas.

 

Quanto ao cabeça de lista, António Mateus não quis avançar nomes, remetendo o anúncio para "depois do partido estar formado", respondendo o mesmo acerca do apoio a algum candidato presidencial.

 

Nas medidas propostas pelo PURP encontram-se a reposição dos escalões de IRS para "valores e tabelas anteriores", o aumento do "valor das reformas mínimas para o acompanhamento do aumento do salário mínimo nacional" (505 euros), ou a "criação de um ministério ou secretaria de Estado para o estudo e defesa desta franja da sociedade".

 

Nos folhetos do movimento, lê-se também que o PURP quer "que a lei sobre os sinais exteriores de riqueza seja implementada o mais célere possível".

 

O fundador desta força política declarou à Lusa que o público-alvo não são só os eleitores reformados e pensionistas, mas "todas as pessoas que não se revêm nesta austeridade e neste país miserável".

 

Quanto ao posicionamento à esquerda ou à direita, António Mateus Dias referiu que o partido defende "o bem comum" e não tem "esses dogmas", considerando que estas classificações "são teorias atrasadas no tempo e que não vêm resolver nada à sociedade.

 

António Mateus Dias sublinhou ainda que formou o movimento porque, na sua opinião, Portugal não tem "associações de reformados que defendam esta camada da população de quatro milhões de pessoas, com dois milhões praticamente na miséria".

 

"Partimos para a fundação deste partido para sermos nós próprios a defender-nos", disse.


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mais votado Anónimo 07.04.2015

Está na altura dos mais jovens, que ainda não são pensionistas nem reformados e sabem que o sistema público de pensões está condenado a prazo por via das transformações do mercado laboral cada vez mais sujeito à automatização, à globalização e à estrutura demográfica que no mundo desenvolvido o torna envelhecido, e no resto, num fenómeno demográfico caracterizado por um boom populacional, formarem um partido para os defender dos pontos de vista falaciosos e intelectualmente desonestos dos militantes do PURP.

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Anónimo 08.04.2015

20:49, pois claro que tem uma "grande base de sustentação" - mais de 70 mil funcionários públicos redundantes ou obsoletos, mais um número indeterminado de colaboradores privados que o mercado não quer, nem precisa, subsidiados integramente pelo Orçamento Geral do Estado e "caridadezinha" avulsa sob a forma de fundos da UE, e para rematar, um país insolvente, dependente, quase falido e cronicamente sob resgate financeiro internacional. É uma "base de sustentação" notável e Constitucionalmente legitimada, não tenhas qualquer dúvida sobre isso. Estamos de acordo.

???? 07.04.2015

Anonimo das 19h08, a SS tem uma grande base de sustentação. Agora se todos fizerem como o nosso responsavel-mor que não pagou as contribuições devidas, iremos ter problemas no futuro. Se todos pagarem o devido, não há problermas.

Fernando Correia 07.04.2015

Oh santos Artur Velhadas foram aqueles te deram a liberdade de seres ordinário. Não estando de acordo não quer dizer que ofendemos os outros ou será que tu imbecil és filho de pais incógnitos e fostes achado na lixeira?

Fernando Correia 07.04.2015

Mais um? Qualquer dia existe mais partidos do que votantes. Tuga no seu melhor destabilizaçao.

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