Política Passos Coelho pressiona Seguro nas intenções de voto

Passos Coelho pressiona Seguro nas intenções de voto

PS não consegue descolar do PSD. Social-democratas obtêm o melhor resultado dos últimos 12 meses e são os únicos a subir nas sondagens.
Passos Coelho pressiona Seguro nas intenções de voto
Jorge Paula/Correio da Manhã
Bruno Simões 20 de dezembro de 2013 às 18:03

O PSD está a subir de forma consistente nas sondagens desde Outubro. De acordo com o barómetro de Dezembro da Aximage para o Negócios e Correio da Manhã, o PSD regista 29,6% das intenções de voto, uma subida de 1,2 pontos face a Novembro. Já o PS travou a fundo na subida vertiginosa que registou em Novembro e voltou a perder terreno: caiu 0,5 pontos e regista 36,4% dos potenciais votos. Os socialistas não conseguem descolar do PSD.

 

Passos Coelho, primeiro-ministro e presidente do PSD, conseguiu, apesar das autárquicas e da apresentação do Orçamento do Estado para 2014, continuar a crescer nas sondagens e atingir o melhor resultado dos últimos 12 meses. Pelo contrário, António José Seguro não conseguiu aproveitar o balanço da subida estrondosa de Novembro, precisamente motivada pelo OE, quando subiu 6,7 pontos face ao mês anterior. A ligeira queda do PS, conjugada com a subida do PSD, significa que os dois partidos estão agora apenas separados por menos de sete pontos percentuais (6,8).

 

O inquérito da Aximage, realizado entre os dias 6 a 9 de Dezembro, mostra, aliás, que o PSD é o único partido a subir nesta sondagem. Todos os outros caem, cabendo ao CDS a queda mais expressiva: passa de 9,4% para 8,3%. A CDU também cai, mas menos (passa de 10,3% para 9,7%). O Bloco de Esquerda cai tanto como o PS: passa de 6,8% para 6,3%, ou seja, cinco décimas.

 

Além do PSD, as únicas subidas foram registadas nos indecisos (1,7%) e nos votos brancos e nulos (8%). A abstenção seria de 38,4%, inferior à de Novembro (40%).

 

Seguro agrada mais para primeiro-ministro

 

Apesar da queda do PS nas intenções de voto, António José Seguro reúne as preferências para ser primeiro-ministro. Em resposta à pergunta “em quem é que tem maior confiança para primeiro-ministro?”, 39,2% dos inquiridos mostrou preferir o líder do PS (em Novembro eram 37,3%). Passos Coelho recebeu 30,1% dos votos, caindo 0,7 pontos face ao mês passado.

 

Jerónimo de Sousa é o político com melhor avaliação. Numa escala de 0 a 20, regista 11,3, recuando ligeiramente face a Novembro (teve 11,5). Todos os outros têm notas negativas. Catarina Martins e João Semedo recebem uma nota de 9,4 e Seguro obtém 8,4. Paulo Portas tem vindo a subir desde Julho, quando caiu a pique por causa da crise política, e regista agora uma nota de 6,6. Passos Coelho recebe a pior nota, 6, ainda assim acima da de Novembro.

 

Assunção Cristas reforça a posição de ministra preferida dos inquiridos, com uma nota de 11,5, deixando Paulo Macedo, o segundo classificado com 8,9, a grande distância. Paula Teixeira da Cruz, com 8,6, fecha o pódio. Nuno Crato, que tem vindo a cair nas preferências dos inquiridos desde Julho, obtém a pior nota: 4,5. Rui Machete (5,5) é o penúltimo e Mota Soares o antepenúltimo (6,3).

 

Cavaco Silva com a melhor nota do último ano

 

A actuação do chefe de Estado foi particularmente apreciada pelos inquiridos neste último mês. Foi precisamente nesse período que Cavaco Silva pediu a fiscalização preventiva do diploma da convergência das pensões, que ontem acabou por ser declarado inconstitucional. A nota atribuída a Cavaco Silva, 8, é muito superior à de Outrubro e Novembro (6). E é, de longe, a melhor dos últimos 12 meses.

 

Ficha Técnica 

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

 

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 609 entrevistas efectivas: 283 a homens e 326 a mulheres; 139 no interior, 261 no litoral norte e 209 no litoral centro sul; 161 em aldeias, 213 em vilas e 235 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

 

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 6 a 9 de Dezembro de 2013, com uma taxa de resposta de 78,8%.

 

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 609 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).

 

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.




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mais votado SEGURO NEM SABE A FIGURA DE PATETA QUE ESTÁ A FAZER AO SENTAR-SE À MESA COM O GOVERNO. NA PRÁTICA ESTÁ A DAR A SUA BENÇÃO PÚBLICA ÀS POLÍTICAS DO GOVERNO. ASSIM É ÓBVIO QUE NUNCA TERÁ QUALQUER HIPÓTESE DE FAZER PARTE DE QUALQUER GOVERNO. 21.12.2013

Numa altura em que o Governo lança novas ofensivas contra os Funcionários Públicos e os Cidadãos em Geral, em vez de se demarcar do Governo, Seguro senta-se à mesa com o Governo num sinal de aprovação das políticas do Governo. Se fôr para continuar com as políticas do Governo, ninguém votará em Seguro. A começar pelos militantes do PS.

Para ganhar as próximas eleições Seguro só tinha que ficar quieto e não estabelecer qualquer consenso com o Governo. Mas nem isso ele é capaz de fazer. Com este comportamente arrisca-se a não ganhar mais nenhumas eleições na vida.

comentários mais recentes
A. Fernandes 24.12.2013

Os psicopatas da democracia!!!
A esquerda, sobretudo a radical, é aquela que mais contribuiu no descalabro nacional, ao mesmo tempo proclama-se uma alternativa credível no combate às crises que vai provocando, todos os dias!!!

Ao contrário do que se berra por aí... 22.12.2013

PSD CDS ainda têm maioria, logo legitimidade para ser governo.

Fernanda 22.12.2013

Estas sondagens são hilariantes, sondagens verdadeiras: o psd tem 15% e o CDS tem 0,01%.

Anónimo 22.12.2013

Para esta gente do psd e cds, querem crescer economicamente, mas tal e qual como no tempo do Salazar, com a exploração de baixos salários e é por esta razão que precarizaram o trabalhador para que o patrão seja um rei e decidida tudo e quanto quer pagar.....

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