Passos Coelho ao PS: “Façamos um acordo”
12 Julho 2013, 10:02 por Nuno Aguiar | naguiar@negocios.pt
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O primeiro-ministro pediu esta manhã ao Partido Socialista para se sentar à mesa para negociar um acordo com o PSD e o CDS-PP para o médio prazo, com o objectivo de concluir o programa de ajustamento e preparar o pós-troika.

“Não precisamos de anular as divergências políticas entre a coligação que suporta o Governo e o Partido Socialista – elas persistem e em democracia é natural e saudável que assim seja. Para chegarmos a um acordo é suficiente que nos concentremos nas necessidades do País e no interesse comum dos portugueses”, afirmou Pedro Passos Coelho, lendo o discurso de abertura do debate do Estado da Nação.

 

“Façamos por isso um acordo que corresponda ao desejo de todos – o de concluir com sucesso do programa de assistência em Junho de 2014 e o de garantir que Portugal no futuro pós-troika nunca mais tenha de sofrer uma crise como a que nos atingiu em 2011.”

 

O primeiro-ministro dá assim seguimento à proposta do Presidente da República para um entendimento a três, entre PS, PSD e CDS-PP. As declarações de Passos Coelho motivaram aplausos da banca do PSD e do CDS. 

 

Esta proposta do primeiro-ministro surge dois dias depois de Cavaco Silva ter surpreendido ao não dar seguimento à proposta de remodelação do Governo, apresentada por Passos Coelho e Paulo Portas, e defendido um acordo de salvação nacional entre os três partidos que assinaram o memorando de entendimento com a troika, apontando para que se convoquem eleições na altura em que termina o programa de ajustamento português, ou seja, a partir de Junho de 2014.

 

Esta decisão surgiu depois de Paulo Portas ter apresentado a sua demissão no dia 2 de Julho, iniciando uma crise política.

 

Os partidos e Governo foram apanhados de surpresa e já ontem estiveram reunidos, quer internamente, quer com o Presidente da República, onde Cavaco Silva terá explicado melhor a sua proposta.

 

Os três partidos têm demonstrado abertura para negociar, ainda que o PS tenha dito que não fará parte de um Governo.

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