Política PCP diz que palavras de Passos e Portas "não são para ser levadas a sério"

PCP diz que palavras de Passos e Portas "não são para ser levadas a sério"

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, afirmou que as declarações dos líderes da coligação PSD/CDS na apresentação do programa eleitoral para as legislativas "não são para ser levadas a sério pelos portugueses".
PCP diz que palavras de Passos e Portas "não são para ser levadas a sério"
Bruno Colaço/Correio da Manhã
Lusa 30 de julho de 2015 às 00:33

"A forma como os responsáveis pelo actual Governo [Pedro Passos Coelho e Paulo Portas] contradizem aquilo que tem sido a sua prática de quatro anos, como procuram esconder os seus verdadeiros compromissos e aquilo que pretendem para o país não pode obviamente conduzir a que estas palavras sejam encaradas pelos portugueses de forma séria", afirmou João Oliveira aos jornalistas na Assembleia da República após a apresentação do programa eleitoral da coligação Portugal à Frente.


Para o líder parlamentar comunista, as medidas apresentadas por PSD e CDS não devem "ser sequer consideradas como verdadeiros objectivos destes dois partidos que têm apoiado o Governo nos últimos quatro anos", já que "a prática recente do Governo relativamente a algumas destas questões que foram hoje referidas nesta declaração de apresentação do programa eleitoral, contradiz as próprias intenções que são afirmadas".


"Paulo Portas atreveu-se inclusivamente a vangloriar-se como grande conquista do Governo o fim dos cortes nas pensões", afirmou João Oliveira, acrescentando que "é preciso lembrar que foi o Tribunal Constitucional que proibiu o Governo de impor os cortes permanentes nas pensões acima de mil euros que o Governo aprovou na chamada convergência de pensões com a contribuição de sustentabilidade".


"Os verdadeiros compromissos do PSD e do CDS", na opinião do deputado do PCP, "são com os cortes dos 600 milhões nas pensões, são com os cortes nos salários até 2019, são com a privatização da Segurança Social por via do plafonamento, onde de resto convergem com o Partido Socialista, são com a descapitalização da Segurança Social com a redução das contribuições".


O dirigente comunista continuou as críticas ao programa eleitoral da coligação Portugal à Frente afirmando que "os verdadeiros compromissos do PSD e do CDS são com a redução dos impostos sobre os lucros das grandes empresas, ao mesmo tempo que esmagam com impostos os empresários da restauração, por exemplo".

"Certamente com o detalhe do programa eleitoral do PSD e do CDS encontraremos muitas daquelas medidas que reflectem os compromissos do PSD e do CDS como a privatização na saúde e na educação, nomeadamente financiando escolas, hospitais e clínicas privadas com dinheiro do Orçamento do Estado, dinheiro dos impostos de todos os portugueses", sublinhou.


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comentários mais recentes
Anónimo 30.07.2015

Simplesmente um democrata alerta, que não está a dormir (uma moeda não tem apenas uma face).

Anónimo 30.07.2015

os nomeados, não eleitos, do BCE podem negar o acesso ás suas
decisões basta alegar o interesse publico, artº 4, nº1, a) (BCE/2004/3),
ou seja, na práctica podem fazer o que quiserem. Quem fez esta lei ? Anónimos ...

Anónimo 30.07.2015

O Banco Central Europeu, esses verdadeiros fascistas, faz a sua própria legislação, sobrepõe-se, aos próprios estados, governos, parlamentos (este devia ser o orgão legislador, pois é ELEITO):
https://www.ecb.europa.eu/ecb/legal/pdf/cellar_bd68ac81-63eb-44c3-a109-d181b1f0c8ee_pt_txt.pdf

João Maria Barradas 30.07.2015

Aqui pode-se dizer tudo e até pode ser usado como passatempo. Já são tão poucos.

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