Política PCP quer aumento mínimo de dez euros das pensões já a partir de Janeiro 

PCP quer aumento mínimo de dez euros das pensões já a partir de Janeiro 

Os comunistas insistem num terceiro aumento consecutivo das pensões e querem que o mesmo seja no mínimo de 10 euros e que seja aplicado já a partir do mês de Janeiro e não apenas em Agosto como aconteceu nos anos anteriores.
PCP quer aumento mínimo de dez euros das pensões já a partir de Janeiro 
David Santiago Lusa 21 de agosto de 2018 às 16:07
O PCP garante que continuará a lutar para que as pensões continuem a crescer no próximo ano e revela que propôs já ao Governo, no quadro das negociações para o Orçamento do Estado para 2019, que haja um terceiro aumento no valor mínimo de 10 euros já a partir de Janeiro. 

Fernanda Mateus, membro da Comissão Política do  Comité Central comunista, defendeu esta terça-feira, 21 de Agosto, um terceiro aumento mínimo consecutivo de 10 euros em Janeiro de 2019, para reformados e pensionistas. A comunista fez questão de sublinhar as diferenças da proposta do PCP relativamente ao descongelamento defendido tanto pelo Bloco de Esquerda como pele Governo.

"É preciso recordar que, quer o Governo PS, quer o Bloco [de Esquerda], pretendiam nesta legislatura o mero descongelamento do mecanismo legal de actualização anual [das reformas e pensões]. Nós sempre dissemos que esse descongelamento não permitiria a necessária recuperação do poder de compra dos reformados", afirmou em declarações reproduzidas pela agência Lusa.

"Nestes anos, independentemente dos pontos de partida em que o Governo minoritário do PS se colocou, aquilo que foi decisivo sempre foi o sentido de justiça e de necessidade que o PCP teve na apresentação de propostas concretas e de aumentos que correspondem a compromissos" do partido, "mas também a justas expectativas de reformados e pensionistas, conjugadas pela sua luta e das suas organizações", acrescentou.

"Esta é uma proposta que temos vindo a apresentar sistematicamente desde 2016 porque consubstancia um compromisso para com a justa e necessária reposição de rendimentos perdidos nos últimos anos por reformados e pensionistas", reforçou.

Fernanda Mateus recordou ainda que "mais de dois milhões de reformados beneficiaram de mais seis ou dez euros no valor mensal em Agosto de 2017", com o "aumento geral, em Janeiro [de 2018], que abrangeu 3,6 milhões de pessoas, e, agora, com o aumento extraordinário, em Agosto, cerca de 1,2 milhões de reformados e pensionistas têm um aumento acumulado superior a 20 euros".

No início do mês, o PCP já tinha anunciado que "procurará dar continuidade em 2019" aos aumentos extraordinários nas pensões verificados em 2017 e 2018, referindo-se às negociações com o Governo sobre o Orçamento do Estado para 2019 (OE2019).

Na altura, o dirigente comunista Jorge Cordeiro recordou, a propósito, que o descongelamento do mecanismo de actualização das reformas e pensões significou, a partir de Janeiro de 2016, um aumento de 0,4% para retribuições até 628,83 euros, mantendo-se todas as restantes congeladas por mais um ano.



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