Política PCP condena postura do Governo PS em Bruxelas sobre refugiados e PAC

PCP condena postura do Governo PS em Bruxelas sobre refugiados e PAC

O líder do grupo parlamentar europeu do PCP lamentou hoje as posições assumidas pelo Governo socialista no último Conselho Europeu, nomeadamente sobre as novas medidas relativas à crise de refugiados e à Política Agrícola Comum (PAC).
PCP condena postura do Governo PS em Bruxelas sobre refugiados e PAC
Lusa 19 de Março de 2016 às 18:19

"Sendo coerente, o Governo português não poderia ter caucionado posições profundamente desumanas, cruéis, que intensificam aspetos muito negativos daquilo que tem sido a reação europeia perante este drama", afirmou João Ferreira, em conferência de imprensa, em Lisboa, embora reconhecendo "sinais positivos" por parte do primeiro-ministro, António Costa, sobretudo quanto às relações bilaterais com a Grécia e disponibilidade manifestada de receber mais pessoas.

 

A União Europeia (UE) e a Turquia acordaram sexta-feira o retorno à Turquia de refugiados e imigrantes irregulares que cheguem à Grécia.

 

Cada pedido de asilo vai agora ser analisado individualmente e exclui as deportações coletivas. Em troca, Bruxelas vai acelerar a liberalização dos vistos para os visitantes turcos, relançar as negociações de adesão de Ancara e duplicar para um total de seis mil milhões de euros a ajuda que concedida à Turquia até 2018.

 

"As conclusões do Conselho Europeu vêm acentuar a necessidade de profunda reflexão sobre o presente e o futuro da Europa e a necessidade e urgência de rutura com um processo de integração esgotado e cada vez mais marcado por políticas de domínio económico e político, de retrocesso social e civilizacional e crescentes ataques à democracia e soberania dos povos", lamentou o eurodeputado comunista, criticando a intenção, "que o Governo português inaceitavelmente subscreveu", de criar uma guarda costeira e fronteiriça europeia.

 

João Ferreira resumiu a atualidade do processo de construção da "união a 28" a critérios de "desigualdade", "imposição" e "desrespeito por princípios democráticos".

 

"A UE não foi o primeiro projeto de integração entre Estados da Europa e, seguramente, não será o último. Em face de nos confrontarmos hoje com o estado a que chegou este processo - esgotado, como dissemos -, impõe-se a procura de outros caminhos, assentes no respeito pela soberania dos povos, laços de cooperação, tendo em vista o benefício mútuo, e não situações de imposição de políticas dos estados mais poderosos aos estados periféricos, contrárias aos seus interesses e necessidades", continuou.

 

Em relação aos problemas dos setores nacionais de produção de leite e gado suíno, o membro do Comité Central do PCP destacou a importância de "recuperar o sistema de regulação da produção", nomeadamente através das quotas.

 

"Não podemos aceitar que, por um lado, as políticas são europeias e impostas e definidas pela UE e, depois, remeter para os orçamentos nacionais os custos dessas políticas, foi a opção que esta PAC seguiu. Não é aceitável que venham de lá todos os constrangimentos e prejuízos e, na hora de pagar, os custos dessas políticas se diga 'agora são os orçamentos nacionais apagar'", concluiu.




A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Anónimo 20.03.2016

Diz o ditado:quem torto nasce,torto morre.E pena, aqui um rapaz que vai preferir andar trucido toda a vida em vez de procurar endireitar-se.Como vai ser quando o ficticio deixar de dar dinheiro?Inevitavelmente a Europa vai ter de entrar nos eixos,e nossa conviccao.

Anónimo 19.03.2016

Coitado do jeronimo arrassado,secalhar pensava que os outros e que iam pagar para ele andar la a fazer sabe-se la o k.O intentona patanhudo velho tambem pensava que o que vinha da EU nao teria retorno,dai o nosso estado clamoroso.Maldita a sorte nossa.

pub
pub
pub
pub