Política Poiares Maduro: “Governo não tem intenção ou objectivo de despedir pessoas”

Poiares Maduro: “Governo não tem intenção ou objectivo de despedir pessoas”

Ministro-adjunto recusa a existência de uma crise na coligação e revela que o conselho de ministros extraordinário de Sábado visa uma “reflexão muito aberta sobre qual deve ser a direcção política dos próximos dois anos”.
Poiares Maduro: “Governo não tem intenção ou objectivo de despedir pessoas”
Bruno Simão/Negócios
Negócios 19 de junho de 2013 às 10:00

Miguel Poiares Maduro disse em entrevista à TVI que “o Governo não tem intenção ou objectivo de despedir pessoas”, visando antes “a reorganização dos serviços do Estado”, o que “pode determinar que certos serviços sejam obrigados a deixar de existir”.

 

“O que o governo pretende é requalificar essas pessoas”, disse o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, considerando que “quando falamos em reforma do Estado, certos postos de trabalho deixam de ser precisos”

 

Poiares Maduro afastou o cenário de crise na coligação, revelando que “não tenho qualquer indicador para dizer que isto é uma coligação a prazo. Estou presente nos conselhos de ministros e vejo diferentes posições”, mas “as diferenças dentro do governo não são diferenças entre dois partidos”. O ministro acredita que o actual governo vai chegar até ao fim da legislatura. “Não tenho qualquer indicação contrária”, afirmou.

 

Sobre o Conselho de Ministros extraordinário marcado para o próximo sábado, o governante adiantou que será uma “reunião informal” para uma “reflexão muito aberta sobre qual deve ser a direcção política dos próximos dois anos”.

 

Na entrevista à TVI Poiares Maduro reconheceu que há uma “fadiga da austeridade” e voltou a apelar ao consenso com o PS e outros parceiros sociais, tanto “em matéria de política europeia”, como “em questões que ultrapassem a legislatura, como os fundos europeus e a RTP”.

 

Sobre a estação pública, o ministro-adjunto garante que não vai interferir na reestruturação interna da empresa.

 

Questionado sobre o não pagamento do subsídio de férias aos funcionários públicos e pensionistas em Junho, o ministro frisou que “não há qualquer tipo de resistência do Governo a cumprir o acórdão do Tribunal Constitucional. Um dos subsídios já está a ser pago desde Janeiro e outro será no fim do ano. Num certo sentido, até é uma antecipação”, disse.


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mais votado Manuel Há 6 dias

Agora já nem se chama despedir, neste momento é requalificação/ desemprego/miséria. Hipócritas e vigaristas tem de ser corridos à paulada.

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Anónimo Há 13 horas

Este tem a lição bem estudada, só faltava mais esta peça decorativa para vir roubar mais o erário público, este canalha não tem vergonha nenhuma na cara nem mentir sabe. Hipócrita de um raio não vão despedir ninguém quando o interesse é mesmo despedir as pessoas e anda esta inteligência a pensar que engana o Povo, nem falar sabes parvalhão

Anónimo Há 5 dias

Não há crise nem querem despedir... ainda estão na fase de negação.

Tenham calma... Há 6 dias

...o homem tem razão no que disse. Não é uma intenção nem um objectivo...é uma decisão que está tomada!

JOão Ferreira Há 6 dias

Parafraseando o Tony: Mas tu tens idade para estar a esta hora acordado? vai mas é para casa dormir

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