Política Prossegue investigação à interferência da Rússia nas eleições dos EUA. Priebus interrogado

Prossegue investigação à interferência da Rússia nas eleições dos EUA. Priebus interrogado

Robert Mueller, procurador especial dos EUA, vai intensificando a sua investigação às potenciais ligações entre os russos e a campanha presidencial de Donald Trump. O The New York Times avança que Mueller quer interrogar Reince Priebus, ex-chefe de gabinete da Casa Branca.
Prossegue investigação à interferência da Rússia nas eleições dos EUA. Priebus interrogado
Reuters
Carla Pedro 13 de agosto de 2017 às 17:21

Robert Mueller (na foto), que está a investigar as possíveis ligações entre a campanha de Donald Trump e a Rússia nas presidenciais do ano passado, pretende interrogar Reince Priebus, ex-chefe de gabinete da Casa Branca, segundo o The New York Times.

 

Na semana passada, Mueller esteve também em foco, depois de o The Wall Street Journal ter divulgado que o procurador especial dos EUA tinha convocado a constituição de um grande júri em Washington, no caso da investigação à potencial interferência do Kremlin nas eleições presidenciais do passado dia 8 de Novembro. Mueller decidiu assim alargar a sua investigação ao próprio presidente norte-americano para analisar os seus negócios financeiros.

 

Agora, o procurador especial dos EUA visa questionar, entre outros actuais e antigos responsáveis da Administração Trump, Reince Priebus. A informação foi avançada pelo NYT, citado três fontes conhecedoras do processo e que pediram o anonimato. 

Segundo o jornal, Mueller já questionou a Casa Branca sobre reuniões específicas, quem esteve presente e se há anotações, transcrições ou documentos sobre as mesmas, referiram duas das fontes.

O procurador quer também questionar os responsáveis – antigos e actuais – da Administração Trump quanto à decisão do presidente de demitir o ex-director do FBI, James B. Comey.


Mueller, recorde-se, começou por investigar o ex-assessor de segurança nacional de Trump, Michael Flynn, que se demitiu no passado dia 13 de Fevereiro.

 

A polémica em torno de Flynn surgiu quando o The Washington Post noticiou que o conselheiro de Trump tinha falado – durante contactos telefónicos com representantes russos, nomeadamente o embaixador russo junto das Nações Unidas, Sergey Kislyak – sobre as sanções impostas pelos EUA à Rússia na sequência da anexação unilateral da Crimeia pela Rússia em 2014.

 

Flynn começou por negar esses factos, sendo depois acusado de mentir quando admitiu que o tema das sanções poderia ter surgido durante os telefonemas – alguns dos quais feitos ainda durante a campanha de Trump para as eleições.

 

Por esse facto, Flynn pediu desculpas a Mike Pence [que o tinha defendido em várias ocasiões a respeito desta polémica], reconhecendo que tinha fornecido "informação incompleta" sobre essas conversas ao vice-presidente dos EUA. O tenente-general achou então, por bem, apresentar a sua demissão.




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