Política PS acusa coligação de “falta de coragem” para assumir solução para a Segurança Social

PS acusa coligação de “falta de coragem” para assumir solução para a Segurança Social

O líder do PS acusou o Governo de falta de "coragem" para assumir "preto no branco" o que quer fazer em relação à Segurança Social e que a sua sustentabilidade passa pela aposta na economia e por mais emprego.
PS acusa coligação de “falta de coragem” para assumir solução para a Segurança Social
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 30 de maio de 2015 às 20:09

Em Braga, a discursar no final de umas jornadas dedicadas à promoção do emprego, António Costa afirmou que a ministra das Finanças quando afirmou serem necessários cortes definitivos nas pensões falou com "sinceridade" sobre a intenção do programa de Governo da coligação PSD/CDS-PP.

 

O secretário-geral socialista garantiu ainda que o que o PS promete no seu programa de Governo "é mesmo" o que o partido quer fazer e que não tem "nada na manga nem escondido".

 

"Depois de terem passado uma semana numa tentativa bastante atabalhoada a explicar aquilo que não precisava de nenhuma explicação porque era claríssimo, ao fim de uma semana o que vêm dizer é que desistiram de pôr no programa de Governo deles a solução para a Segurança Social porque não têm coragem de escrever preto no branco aquilo que realmente querem fazer na Segurança Social", acusou António Costa que respondia assim a declarações do líder do PSD em Bragança.

 

Pedro Passos Coelho disse que o programa eleitoral da coligação não deverá conter uma solução "muito definida" para as pensões para não comprometer um futuro entendimento com o PS sobre a reforma da Segurança Social.




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mais votado José.Ecd 01.06.2015

Um dos paradoxos da actual discussão sobre a reforma do Estado é a contradição insanável entre o discurso “social” dos que não querem mudar nada (nem poupar nada) e a realidade “associal” de alguns dos nossos sistemas públicos de protecção aos mais desfavorecidos. Porque um dos segredos mais bem escondidos do nosso “Estado social” é este ser menos “social” do que parece: em vez de realmente proteger os mais desfavorecidos, garante com frequência certas benesses dos que têm mais. Isso sucede nos sistemas de pensões, educativo e de saúde, mas é tema tabu. As transferências sociais em Portugal asseguram mais benefícios a grupos sociais com maiores rendimentos do que a grupos com menores rendimentos, agravando as desigualdades”. A despesa social em Portugal tem carácter regressivo, ou seja, não beneficia preferencialmente aqueles com rendimentos mais baixos, mas, antes pelo contrário, alguns grupos sociais com rendimentos próximo ou acima da média”. O nosso Estado social custa mais do que os portugueses parecem estar dispostos a pagar por ele em impostos e em taxas, para além disso é pouco eficiente, gera muitos desperdícios e não promove a diminuição das desigualdades com uma redistribuição mais justa dos rendimentos. Os mais novos têm hoje de descontar mais do que os seus pais e avós e receberão muito menos do que estes quando se reformarem. Grupos de interesses especiais podem condicionar os poderes políticos, levando a aumentos da despesa pública que basicamente os favorecem. Por isso este modelo centralizador e absoluto é defendido com grande afinco pelas nossas "elites". Ex. Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Durão Barroso, Cavaco Silva, etc...

comentários mais recentes
Anónimo 01.06.2015

Este Fala em diversificar as fontes de financiamento, mas nunca diz como.
Já como gastar do fundo da SS para a renovação habitacional e social já diz.Continua a ser mais fácil ao PS exigir aos outros, dizer como vai gastar e prometer de como vai fazer. Enfim estes não mudam.

José.Ecd 01.06.2015

Um dos paradoxos da actual discussão sobre a reforma do Estado é a contradição insanável entre o discurso “social” dos que não querem mudar nada (nem poupar nada) e a realidade “associal” de alguns dos nossos sistemas públicos de protecção aos mais desfavorecidos. Porque um dos segredos mais bem escondidos do nosso “Estado social” é este ser menos “social” do que parece: em vez de realmente proteger os mais desfavorecidos, garante com frequência certas benesses dos que têm mais. Isso sucede nos sistemas de pensões, educativo e de saúde, mas é tema tabu. As transferências sociais em Portugal asseguram mais benefícios a grupos sociais com maiores rendimentos do que a grupos com menores rendimentos, agravando as desigualdades”. A despesa social em Portugal tem carácter regressivo, ou seja, não beneficia preferencialmente aqueles com rendimentos mais baixos, mas, antes pelo contrário, alguns grupos sociais com rendimentos próximo ou acima da média”. O nosso Estado social custa mais do que os portugueses parecem estar dispostos a pagar por ele em impostos e em taxas, para além disso é pouco eficiente, gera muitos desperdícios e não promove a diminuição das desigualdades com uma redistribuição mais justa dos rendimentos. Os mais novos têm hoje de descontar mais do que os seus pais e avós e receberão muito menos do que estes quando se reformarem. Grupos de interesses especiais podem condicionar os poderes políticos, levando a aumentos da despesa pública que basicamente os favorecem. Por isso este modelo centralizador e absoluto é defendido com grande afinco pelas nossas "elites". Ex. Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Durão Barroso, Cavaco Silva, etc...

Qual é a solução do PS? 31.05.2015

a solução do PS é para falir a seg.social, não é para a recuperar e rehabilitar.

começam logo por gastar o fundo de segurança... e em obras publicas em edificios na cidade...

brlhante solução!

Anónimo 31.05.2015

Notícias ao minuto
"Previsão Em 2025, a sua pensão será menos de metade do último salário."
Só faltam dez anos. A ministra das finanças é com certeza quem fala verdade na necessidade e justeza de corte imediato nas pensões.

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