Política PS continua a subir mas Costa perde popularidade em mês crítico

PS continua a subir mas Costa perde popularidade em mês crítico

A sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã mostra que o PS não foi afectado pelo momento crítico pelo Governo na sequência de Pedrógão Grande e de Tancos. Já o PSD e Passos Coelho foram o partido e líder mais penalizados.
PS continua a subir mas Costa perde popularidade em mês crítico
Bruno Simão/Negócios
David Santiago 15 de julho de 2017 às 07:30

O PS mantém a tendência de subida nas intenções de voto, com os socialistas a aumentarem a distância para o PSD que, por sua vez, também continua a descer, agora de forma acentuada. A sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã mostra que em Julho o PS cresceu 0,3 pontos percentuais para 44% enquanto o PSD recuou 1,7 pontos para 22,9%.

 

Os social-democratas são mesmo a única força política a cair no estudo de opinião da Aximage, já que o Bloco de Esquerda e o CDS crescem ligeiramente e a CDU (coligação entre PCP e Verdes) mantém-se inalterada.

 

Os bloquistas garantem 10,1% das intenções de voto, a CDU continua com 7,8% e o CDS sobe para 5,3%. Já a abstenção cresce cerca de meio ponto percentual para 34,2%.

 

Este estudo de opinião sugere que a avaliação do eleitorado sobre os socialistas não foi negativamente influenciada pelas polémicas subsequentes aos incêndios que eclodiram em 17 de Junho em Pedrógão Grande e pelo assalto a Tancos noticiado em 29 do mês passado.

 

Pelo contrário, todos os líderes – excepção feita à líder centrista, Assunção Cristas, que se mantém estável – vêem a avaliação feita pelos portugueses cair. O primeiro-ministro e secretário-geral socialista, António Costa, cai de uma nota de 15,6, em Junho, para 13,1. O presidente do PSD também não capitalizou o momento crítico vivido pelo Governo, com a nota atribuída a Passos Coelho a ficar ainda mais negativa, caindo de 5,2 para 4,7.

 

E se Assunção Cristas fica com uma avaliação quase inalterada nos 7,8, tanto a coordenadora do Bloco, Catarina Martins, como o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, recuam para 10,6 e 9,9, respectivamente.

 

No que concerne à avaliação global feita ao desempenho do Governo, o estudo de opinião da Aximage revela que 50,4% dos inquiridos consideram que o Executivo fez "melhor do que esperava", com apenas 9,6% a considerarem que o comportamento do elenco governativo foi "pior do que esperava".

 

Na disputa entre António Costa e Passos Coelho, o líder do PS continua bastante à frente em relação à confiança para a chefia do Governo. Questionados sobre se confiam mais em Costa ou em Passos para primeiro-ministro, 66,3% escolhem o secretário-geral socialista e apenas 23,2% optam pelo presidente social-democrata. Sendo que Costa cai quase 3 pontos e Passos sobe 1 ponto. 

Em concreto sobre a actuação dos vários intervenientes políticos no incêndio de Pedrógão, os inquiridos pela Aximage atribuem uma avaliação positiva ao presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (17,1), a António Costa (11,4), à ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa (10,8), mas dão nota negativa a Assunção Cristas (7,6) e a Passos Coelho (5,2). 

O presidente social-democrata poderá ter sido prejudicado pelas declarações em que atribuía responsabilidades às autoridades pela falta de devido acompanhamento psicológico às pessoas, directa ou indirectamente, atingidas pelos fogos na região de Pedrógão Grande, o que teria levado a que pessoas tivessem posto "termo à vida".

Mais tarde, Passos Coelho pediu desculpa por ter falado na existência de suicídios sem ter confirmado tal informação, ressalvando que não utilizarou esta questão como arma de arremesso político.  

FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.


Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 604 entrevistas efectivas: 279 a homens e 325 a mulheres; 61 no Interior Norte Centro, 81 no Litoral Norte, 97 na Área Metropolitana do Porto,119 no Litoral Centro, 165 na Área Metropolitana de Lisboa e 81 no Sul e Ilhas; 110 em aldeias, 160 em vilas e 334 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral. 

 

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 6 a 11 de Julho de 2017, com uma taxa de resposta de 73,8%.

 

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 604 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" – a 95 % -de 4,00 %).

 

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

 

 




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mais votado Anónimo Há 1 semana

O governo Holandês de Mark Rutte, eleito em 2010, reduziu em 12% o número de colaboradores do sector público holandês num mercado laboral já de si tão flexível. Não o fez por maldade ou mania. O processo está ainda em marcha, como o estará em França e tantos outros lugares. A irracionalidade, a fantasia e a manha são apanágio das forças sindicais e outros lóbis corporativos anti-mercado, anti-equidade e anti-sustentabilidade. Fê-lo com base nos mais correctos, adequados e facilmente justificáveis princípios da boa gestão moderna e da mais elementar racionalidade económica que permitem e fomentam a criação de valor. O putativo Rutte português, àquela época, poderia chamar-se Sócrates ou Passos. Portugal teve a sua oportunidade para se modernizar e desenvolver de modo sustentável e jogou-a fora mais uma vez... Ainda vai a tempo de se redimir. "Dutch to cut up to 12 percent of civil service jobs in five years" http://uk.reuters.com/article/uk-dutch-government-jobs-idUKBRE94M0N520130523

comentários mais recentes
Ai o PSD Há 1 semana

Fingem-se de democratas, mas nao toleram qualquer oposicao ao seu pensamento unico...
E continua o TECNOFÓRMIO caloteiro da SS a vender banha da cobra, mentiras, ilusoes, nuvens de fumo, e a fugir das responsabilidades sempre que possivel. Um artista.

Anónimo Há 1 semana

É generalizado. A conjuntura mundial é boa. Só Estados falhados em guerra, como a Síria e a Venezuela, é que este ano e no próximo não crescem. A questão está na qualidade e adequabilidade do mix de factores produtivos alocados que variam muito de governo para governo, de país para país, deixando nuns casos a respectiva economia com fortes vectores de equidade e sustentabilidade futura e noutros com fortes vectores de iniquidade e insustentabilidade futura. Portugal, com este governo, situa-se claramente no segundo grupo.

Anónimo Há 1 semana

Sou obrigado a pagar através de comissões, contribuições e impostos o nível de vida passado, actual e futuro de 2200 assalariados da CGD que não são lá precisos para nada. O sindicato deles, o Sindicato Bancário do Sul e Ilhas (SBSI), já analisou os termos oferecidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) no programa de “Revogações por Mútuo Acordo”, divulgado na última semana de Junho aos trabalhadores do grupo público. E a sentença é negativa: “As condições propostas aos trabalhadores ficam aquém das expectativas.” E agora pergunto eu, quem regula e supervisiona estas criaturas? As do escândalo CGD e de outros escândalos semelhantes. Há muitos casos destes nas organizações portuguesas. Tem sido o pão nosso de cada dia. Querem continuar a dar-nos deste pão que o diabo amassou?

Anónimo Há 1 semana

Certos portugueses estão a colocar vidas em perigo em Portugal com as suas exigências inusitadas e irrealistas. Pedrógão e Tancos foram o sinal de alarme de que a situação da folha salarial e de pensões está a atingir um ponto de não retorno.

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