Política PSD questiona Centeno sobre fim da isenção das comissões para jovens na CGD

PSD questiona Centeno sobre fim da isenção das comissões para jovens na CGD

O grupo parlamentar do PSD remeteu hoje perguntas ao ministro das Finanças, Mário Centeno, recordando que "já tinha alertado para as consequências negativas que resultavam das escolhas feitas pelo actual Governo aquando da negociação do plano de recapitalização da CGD".
PSD questiona Centeno sobre fim da isenção das comissões para jovens na CGD
Lusa 12 de janeiro de 2018 às 16:55

O PSD quer justificações para o fim da isenção das comissões de conta para jovens na Caixa Geral de Depósitos (CGD), considerando que as medidas que advêm do plano de recapitalização do banco público trazem "evidentes prejuízos".

 

Hoje, o Jornal de Negócios noticia que, com o início do ano, a CGD avançou com uma alteração extensa das despesas que são aplicadas aos seus clientes, sendo que uma das mais significativas é o início da cobrança de comissão de manutenção de conta aos jovens. As contas cujos titulares possuam o Megacartão Jovem (com idade entre os 26 e os 29 anos) passarão a pagar uma comissão de manutenção mensal de 4,95 euros, acrescida de imposto do selo de 4% (5,148 euros, no total). 

 

Nesse sentido, o grupo parlamentar do PSD remeteu hoje perguntas ao ministro das Finanças, Mário Centeno, recordando que "já tinha alertado para as consequências negativas que resultavam das escolhas feitas pelo actual Governo aquando da negociação do plano de recapitalização da CGD".

 

"Parece ser cada vez mais evidente que o plano de recapitalização negociado e aprovado nos termos em que foi implicou o aumento generalizado e significativo de inúmeras comissões com evidente prejuízo para os clientes do banco público, além do já conhecido e anunciado encerramento de balcões por todo o país", consideram os sociais-democratas.

 

Para o PSD, "não se compreende que a opção seja por onerar mais os jovens, acabando com uma isenção que há vários anos minimizava as já enormes dificuldades de emancipação a que estão sujeitos os jovens portugueses".

 

Por isso, os deputados querem conhecer a justificação para o fim da isenção das comissões de manutenção de conta para jovens no banco público e a posição do Governo, enquanto titular da função accionista, perante este aumento de encargos "claramente prejudicial" para os jovens clientes da CGD.

 




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mais votado Anónimo Há 1 semana

A ruína e atraso de Portugal, face aos seus congéneres europeus mais desenvolvidos e ricos, tem como base o facto de se ter criado em Portugal um sistema que, gradualmente, gerou duas seguranças sociais públicas. Uma oficial e outra oficiosa. A oficiosa é parte integrante não de um Estado de Bem-Estar Social legítimo mas antes de um Estado de Bem-Estar Salarial iníquo e insustentável para sindicalizados, em especial do sector público, que auferem uma onerosa e injustificável prestação social sob a forma de remuneração em clara situação de sobreemprego vitalício ou sobrepagamento em crescendo, mesmo quando o preço de mercado para as tarefas que realizam não pára de descer nos mercados mundiais ou a procura, em variadíssimos casos, pura e simplesmente desapareceu se é que alguma vez existiu. Os 4000 despedimentos na banca lusa em 2017, tirados a ferros de forma tardia, cara e incompleta, foram apenas a ponta de um vergonhoso icebergue que as esquerdas teimam em querer esconder.

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RE: Anónimo - " atraso" de Portugal (4) Há 5 dias

Mas faça-se a justiça de reconhecer que o atraso de Portugal já era anterior ao Homem de Santa Comba.
Para mim a responsabilidade deste terá sido tão-só o de não ter aproveitado com "unhas e dentes" a possibilidade de uma recuperação mais rápida do atraso.
Recorde-se o que disse Antero de Quental (dando voz a ideias de Alexandre Herculano) na segunda das Conferências do Casino (As causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos últimos Três Séculos).
Ainda hoje será útil recordar as causas que foram citadas:
1-A Contrareforma;
2-A Centralização Política;
3-Um sistema económico valorizando mais o comércio e menos o trabalho produtivo.
E a propósito recordo o que nunca mais olvidei e ouvi contar a uma inesquecível Professora de História no Liceu Francês:
em certa altura temporária de muito dinheiro, até os ovos se importavam de França, para não ter o trabalho de criar as galinhas !!!
Compreende-se: estávamos a ter perto de 500% de rendibilidade no negócio da pimenta !

À Claque do “MAIS VOTADO Anónimo” Há 5 dias

Mas então Vocês não escrevem nada em apoio do Vosso Fuhër ?!
Até podiam potenciar ativamente (que não de forma meramente passiva) o que Ele escreve!
Já percebi que lhe sois (quero acreditar que desinteressadamente) muito fiéis.
Longe de mim exprobar tal.
Mas nunca, NUNCA olvidem uma coisa:
O Vosso primeiro dever de fidelidade não é para um qualquer pretendente a Fuhër.
É para os acionistas de jure da Vossa instituição; e a seguir, para os muitos daqueles que também são seus clientes.
Suponho que Vós todos tendes as melhores intenções e uma instrução superior.
Bem motivados e orientados, acredito que muito possam fazer a bem dos acionistas e dos clientes da vossa grande Casa.
Depois e só depois, se Vos sobrar tempo, então sim:
se a Vossa consciência o sugerir, organizem-se e votem como Claque organizada a favor das ideias do Vosso Fuhër.
Se ele o vier a merecer por atos mais do que palavras, contem comigo para também votar convosco.
Abraço e bom fim-de-semana para Vocês.

RE: Anónimo - " atraso" de Portugal (3) Há 6 dias

E permito-me ser eu o primeiro a responder a mim próprio:
Em minha opinião,
e embora a Vida me tenha ensinado a sempre respeitar o princípio sagrado da Engenharia e da Aviação (“primo”, a Segurança),
no caso da gestão de um País penso poder aplicar-se o mesmo princípio que no caso da gestão de uma carteira de investimentos:
O ideal não será a segurança máxima do endividamento nulo.
Mas, dentro de uma restrição de não ultrapassagem de um valor suficientemente seguro de probabilidade de ruína ou bancarrota,
o grau de endividamento ou alavancagem que leve a um crescimento máximo.
No caso da carteira de investimentos, tal grau é função taxa de juro e das rendibilidades e volatilidades expectáveis;
No caso de um país, penso que, mutatis mutandis, também o poderá ser.
E se o for, tanto será criticável uma politica de excesso como de carência de endividamento.
Embora esteja de acordo que, em caso de grande dúvida, será preferível pecar do lado da segurança, como o “Homem de Santa Comba” fez.

RE: Anónimo - " atraso" de Portugal (2) Há 6 dias

Esqueci-me há bocado de referir algo que, com a distância do tempo e em hora de fazer justiça ao “Homem de Santa Comba” - múltiplas vezes me tem vindo atormentar:
Portugal está com uma dívida pública relativamente ao PIB, superior ao valor alcançado ao tempo da bancarrota do D.Carlos,
e afigura-se-me que por ora só ainda não demos o calote porque a Providência nos tem ajudado com a anomalia histórica dos juros baixos.
Salazar pôs a nossa dívida pública aparentemente a nível zero,
e penso que na realidade a um nível de 10 a 15% do PIB.
Reconheço que nos deu uma imensa segurança e orgulho com isso.
Mas não é de segurança e orgulho que se vive:
Levanta-se-me pois a dúvida se não teria sido melhor investir em educação e capital fixo no crescimento do País deixando subir a dívida pública até aos 40-60% (mas nunca, segundo Rogoff, acima dos 90% do início dos efeitos negativos sobre o PIB) sendo nós agora um País mais desenvolvido?
Que responda quem julgue saber, que eu agradeço.

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