Política Rui Rio esmaga Santana Lopes mas continua longe de Costa

Rui Rio esmaga Santana Lopes mas continua longe de Costa

A sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã mostra que Rui Rio deverá vencer com folga as directas de sábado contra Santana Lopes. 69% dos 600 entrevistados consideram que Rio será melhor presidente do PSD, contra apenas 22,5% que apostam em Santana. Apesar da vantagem, Rio estará longe de derrotar Costa.
Rui Rio esmaga Santana Lopes mas continua longe de Costa
Lusa

Rui Rio é o claro favorito a vencer as eleições directas do PSD que têm lugar já no próximo sábado. A sondagem da Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã coloca Rio a esmagar Santana com 69% dos 600 inquiridos a considerarem que o antigo autarca portuense será melhor presidente do PSD, face aos 22,5% que preferem o ex-presidente da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML).

 

O abismo entre os dois candidatos reduz-se quando tidos em conta somente os entrevistados pela Aximage que assumem inclinação para votar no PSD em caso de legislativas. Neste cenário, 60,4% dos inquiridos vêem Rio como melhor líder para o PSD face a 37,1% que optam por Santana.

 

Tendo em conta que as entrevistas foram realizadas entre os passados dias 6 e 9 de Janeiro, este estudo de opinião não permite avaliar o impacto dos últimos dois debates realizados estas quarta-feira, na TVI, e quinta-feira, na TSF e na Antena1.  

 

Desta forma, os inquiridos puderam apenas avaliar a prestação dos dois candidatos na campanha eleitoral e no debate feito na semana passada (RTP), um duelo em que os analistas coincidiram ao atribuir a Santana a melhor prestação. Nos últimos dois debates não foi tão visível uma diferença entre Santana e Rio, com debates menos agressivos - apesar de Rio não ter evitado o contra-ataque face ao primeiro confronto - e mais nivelados.

 

Por outro lado, os resultados desta sondagem da Aximage parecem corroborar a aposta estratégica feita por cada um dos homens que se propõem liderar o PSD.

 

Isto porque enquanto Rui Rio privilegiou uma mensagem dirigida ao país, dizendo que nesta eleição está em causa a escolha da pessoa melhor colocada para vencer as próximas legislativas, Santana Lopes apostou em dirigir-se aos militantes do partido apelando à unidade dos sociais-democratas. 

Santana nem no eleitorado PSD recolhe preferência face a Costa
 

Se é certo que os inquiridos preferem Rio a Santana, é também seguro que, entre Rio e Costa, os entrevistados dão ao último o voto de confiança para continuar no cargo.

O primeiro-ministro recolhe 55,7% das intenções e Rio 33%. Esta é a convicção dos 600 inquiridos quando Rio é colocado ao lado e Costa e quando é avaliado  qual dos dois inspira mais confiança para exercer o cargo de chefe do Executivo.

O barómetro de Janeiro mostra ainda uma muito ligeira recuperação de Rio face a Dezembro, mas revela principalmente uma descida de Costa em relação ao último mês de 2017.

A distância seria maior se o duelo fosse entre Costa e Santana. O primeiro-ministro consegue 71% das intenções de voto e Santana Lopes fica-se pelos 19%. Neste caso, os dois perdem face ao barómetro de Dezembro de 2017.


Quando a avaliação sobre a confiança para primeiro-ministro é feita junto dos entrevistados que afirmam que votariam PSD numas eleições legislativas, os resultados mostram que Rio ganha a Costa, mas Santana não.


No duelo de Rio contra Costa o primeiro arrecada 75,6% dos votos, contra 7,8% para Costa. Surpreendente é o facto de o eleitorado social-democrata, no
 confronto entre Costa e Santana, acreditar que é o actual primeiro-ministro quem recolhe a confiança para manter a chefia do Governo. Costa teria 54,9% dos votos, enquanto Santana teria 29,8%. 






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mais votado Anónimo 12.01.2018

Se numa qualquer economia deixarem despedir colaboradores excedentários ou, por outras palavras, deixarem desalocar factor trabalho mal alocado por não ter procura real justificável face às reais condições de mercado ditadas pela racionalidade económica que interpreta e se adapta ás forças de oferta e procura de mercado e que conduz à criação de valor, e desde que o Estado de Bem-Estar Social garanta um mínimo de condições básicas de sobrevivência em dignidade, como já se faz até certo ponto em Portugal apesar de vários constrangimentos financeiros que se prendem precisamente com a sobrealocação de factor trabalho desnecessário que é em si mesmo um parasitário concorrente de peso perante o Estado de Bem-Estar Social fragilizado, os restantes mercados de factores produtivos e bens e serviços encarregar-se-ão de tornar toda a economia mais rica e mais desenvolvida com inegáveis ganhos e benefícios para toda a sociedade residente naquela economia. Este é o tão propalado "Modelo Nórdico".

comentários mais recentes
Quem os viu quem os Vê 13.01.2018

A Eleição mais desinteressante, Partidária a seguir, não existe diferença substancial que altere a vivência do País, são muito semelhantes e defensores de Política sem Futuro, como se viu com Passos Coelho, entre ambos, Escolha o Diabo.

surpreso 12.01.2018

Essa sondagem foi feita antes do Rio se oferecer como ajudante do Costa.Será que os "laranjas"gostaram?

Anónimo 12.01.2018

Dinamarca e o chamado Modelo Nórdico que permite maximizar a criação de valor e minimizar a extracção daquele. Um Estado de Bem-Estar Social que existe acima de tudo para criar um mercado laboral verdadeiramente flexível e um mercado de capitais forte e dinâmico: "Denmark has the highest share of top performing companies in the EU in 2017. According to our Investment Report 2017/2018 for Demark, the country’s companies are outstanding also in another respect - nine out of ten have invested over the last financial year, making them the most investment-active businesses in the EU. Find out more:" eibis.eib.org/eibis-2017#!/denmark

Anónimo 12.01.2018

Se numa qualquer economia deixarem despedir colaboradores excedentários ou, por outras palavras, deixarem desalocar factor trabalho mal alocado por não ter procura real justificável face às reais condições de mercado ditadas pela racionalidade económica que interpreta e se adapta ás forças de oferta e procura de mercado e que conduz à criação de valor, e desde que o Estado de Bem-Estar Social garanta um mínimo de condições básicas de sobrevivência em dignidade, como já se faz até certo ponto em Portugal apesar de vários constrangimentos financeiros que se prendem precisamente com a sobrealocação de factor trabalho desnecessário que é em si mesmo um parasitário concorrente de peso perante o Estado de Bem-Estar Social fragilizado, os restantes mercados de factores produtivos e bens e serviços encarregar-se-ão de tornar toda a economia mais rica e mais desenvolvida com inegáveis ganhos e benefícios para toda a sociedade residente naquela economia. Este é o tão propalado "Modelo Nórdico".

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