Política Seguro defende contratualização com autarquias para manter serviços públicos

Seguro defende contratualização com autarquias para manter serviços públicos

O secretário-geral do PS, António José Seguro, prometeu hoje que, se for primeiro-ministro, vai negociar com as autarquias para manter os serviços públicos às populações do interior e corrigir perdas, onde se justificar.
Seguro defende contratualização com autarquias para manter serviços públicos
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 07 de julho de 2014 às 00:18

O actual líder socialista e recandidato ao cargo falava, em Bragança, onde defendeu que "o poder local democrático, designadamente as autarquias locais são parceiros importantes não apenas na estratégia de desenvolvimento do Interior, mas também na contratualização de soluções que impendem ao Estado e que podem ser asseguradas ou supervisionadas de maneira mais eficiente se for feito pelas câmaras municipais".

 

Seguro garantiu "dialogar com cada presidente de Câmara, com presidentes de junta" e, além de corrigir alterações com prejuízo para as populações, designadamente na junção de freguesias realizada pelo actual Governo PSD/CDS-PP, "contratualizar os serviços que devem existir em cada um desses concelhos".

 

"Nós precisamos de reorganizar administrativamente o nosso país, eu não sou contra a reorganização administrativa do país, mas sou contra esta reorganização administrativa, que foi feita a régua e esquadro, mais uma vez pela tal Lisboa que não conhece o interior e é imposto ao interior, sem nenhum diálogo com os nossos autarcas", afirmou.

 

O secretário-geral do PS lembrou que há muitas pessoas que vivem em aldeias, nomeadamente de Trás-os-Montes, onde discursava, que não têm acesso às novas tecnologias.

 

"Essas pessoas já viram abalar o carteiro, a extensão de saúde, o posto da GNR, e eu considero que é muito importante que essas pessoas continuem a sentir que o Estado não as abandona. Essas pessoas são merecedoras da presença do Estado e de serviços públicos que lhes resolvam os problemas", considerou.

 

António José Seguro ressalvou que, com isto, não quer dizer que "fique tudo na mesma", mas insistiu na contratualização com as autarquias para a reforma do Estado, " de maneira a que os serviços possam ser melhor geridos, mas não se retire a prestação desse serviços às populações, sobretudo aquelas que mais precisam deles".

 

Em Bragança, António José Seguro reafirmou a promessa de que, se chegar ao Governo, vai manter o helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros para o socorro e emergência da população do Distrito de Bragança.

 

Defendeu ainda a reactivação da ligação aérea entre Bragança e Lisboa, suspensa pelo actual Governo há mais de um ano e meio.

 

Seguro apenas discursou para os militantes e simpatizantes que encheram o Auditório Paulo Quintela de Bragança, e não quis comentar aos jornalistas o apoio manifestado por oito dos 10 antigos líderes da JS a António Costa, o seu adversário na corrida à liderança do PS.


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mais votado Anónimo 07.07.2014

Foi assim que o ps fez de 2005 a 2011 quando fechou 3500 serviços no interior.

comentários mais recentes
Demagogia forever 07.07.2014

Então vai lá procurar um autarca que pretenda unir o território com outro. Se encontrares um dá-te por muito feliz. És um demagogo irresponsável. Se és contra a reorganização do território admite-o, se és a favor de outra então diz qual em concreto, em vez de dizeres balelas do tipo esta é que não, e dizer que a correta é aquela que vai ser conseguida falando com todos... meu deus. Sabe quantas freguesias há em Portugal? Quantos anos precisa para reunir com todos? E quando houver eleições autárquicas? Volta a reunir com todos a ver se ainda estão todos de acordo? Acha que vai encontrar algum que aceite prescindir do seu território para que seja unido a outro? Quando é que o PS tem opinião concreta sobre alguma coisa, que não seja apenas prometer mais despesa e menos receita?

Anónimo 07.07.2014

e as freguesias também contam nessas contas

três dedos 07.07.2014

Cheira mal naquela sala...

Anónimo 07.07.2014

Foi assim que o ps fez de 2005 a 2011 quando fechou 3500 serviços no interior.

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