Política Seguro promete repor pensões e reformas aos idosos se for eleito primeiro-ministro

Seguro promete repor pensões e reformas aos idosos se for eleito primeiro-ministro

O secretário-geral do PS, António José Seguro, assegurou hoje que se for eleito primeiro-ministro tem como prioridade repor de imediato as pensões e reformas aos idosos do país.
Seguro promete repor pensões e reformas aos idosos se for eleito primeiro-ministro
Bruno Simão/Negócios
Lusa 06 de julho de 2014 às 20:08

"Um governo do PS por nós liderado tem, de imediato, uma prioridade: repor as pensões e as reformas aos idosos do nosso país", alegou.

 

Ao longo de um discurso de mais de 40 minutos, para militantes e simpatizantes do PS em S. Pedro do Sul, Seguro sublinhou que já fez as contas e que é possível garantir a reposição das pensões e reformas.

 

"Estamos a falar de cerca de 340 milhões de euros, é dinheiro. Mas as contas que fizemos permitem-nos garantir e afirmar esse compromisso, acabando com a CES [Contribuição Extraordinária de Sustentabilidade] ou com a contribuição de sustentabilidade, repondo esse rendimento aos pensionistas e reformados", sustentou.

 

O líder socialista justificou a opção de começar a baixar impostos aos mais idosos, por acreditar que é uma questão de justiça e de solidariedade para com aqueles que trabalharam uma vida inteira e descontaram todos os meses.

 

"Hoje, com o nível de desemprego que nós temos, não têm por onde se virar se precisarem de compensar o seu rendimento familiar com essa diminuição de reforma. Por isso, é para eles que vai, em primeiro lugar, o nosso pensamento", justificou.

 

António José Seguro deixou também uma palavra aos funcionários públicos e outros trabalhadores afectados pelo "grave aumento de impostos introduzidos na sociedade portuguesa".

 

"Iniciaremos o processo de reposição de rendimentos em função de dois objectivos: o desempenho da nossa economia, pois se ela crescer gera recursos e isso pode restituir mais depressa o rendimento dos trabalhadores portugueses; e, ao mesmo tempo, o combate à fraude e evasão fiscal", apontou.              

 

O secretário-geral do PS defendeu que é necessário travar um combate "sério e firme" à evasão fiscal, num país onde se calcula que a economia paralela seja na ordem dos 30 mil milhões de euros.

 

"É preciso um combate sério e firme, não só à pequena fuga, mas sobretudo à fuga dos grandes, encontrando recursos no nosso país para podermos aliviar os sacrifícios dos portugueses e ter um país mais justo e onde os que mais ganham contribuam mais", sublinhou.

 

Realçou também a necessidade de se actualizar o salário mínimo nacional, considerando que isso ajuda a dinamizar a economia e a dar mais rendimentos aos portugueses, para fazer face às dificuldades da vida.

 

"Há um consenso na sociedade portuguesa, entre empresários, trabalhadores e partidos políticos da oposição. Os que ficam de fora deste consenso são os mesmos de sempre: o Governo", evidenciou.

 

Ao longo do seu discurso, assumiu ainda o compromisso de fomentar políticas de discriminação positiva a favor do investimento no interior, de forma a que se gerem empregos e que se evite o seu despovoamento.




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mais votado Zeca Diabo 06.07.2014

Prometo a todos os Portugueses que as suas dividas são mutualizadas, isto é, quem tiver dividas divide-as com quem não tem e vice versa, quem não tiver dividas passa a ter que pagar as dividas dos outros. Fixe, né ?

comentários mais recentes
JC 08.07.2014

TóZero inseguro: Taxa obtida por Portugal é insuportável para as contas públicas" (DN)..
insuportável para as contas públicas foi o Governo de Sócrates que Seguro apoiou 6 anos sentado no Parlamento!!!!Béu, béu!!!

francisco 07.07.2014

As promessas dos xuxalistas, vão repor tudo só que depois do papelinho não vão dar nada, pois não há dinheiro, promessas promessa para parolo engolir.

Anónimo 07.07.2014

Senhor Zeca Diabo, mas a mutualização das dívidas é o que este governo está a fazer. Eu não tenho dívidas e cortam-me a reforma e aumentam-me os impostos. O governo só não pede mutualização aos credores estrangeiros.

Anónimo 07.07.2014

Boa, prometer pagar com o trabalho dos outros, bem pensado.
vamos ter de aumentar os impostos e as contribuição para a SS.

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