Política Sondagem: Durão Barroso "fez mal" em ir para o Goldman Sachs

Sondagem: Durão Barroso "fez mal" em ir para o Goldman Sachs

A maioria dos portugueses acha que Durão Barroso "fez mal" em aceitar o convite do Goldman Sachs. O ex-primeiro-ministro decidiu assumir o cargo de presidente do conselho de administração do banco de investimento, gerando acesa polémica dentro e fora de fronteiras.
Sondagem: Durão Barroso "fez mal" em ir para o Goldman Sachs
Miguel Baltazar/Negócios
Manuel Esteves 22 de julho de 2016 às 11:02

Agora, uma sondagem da Aximage feita para o Negócios e Correio da Manhã revela que 52,5% dos portugueses condenam esta decisão do ex-presidente da Comissão Europeia. Apenas 36% considera que o ex-primeiro-ministro português "fez bem", enquanto os restantes dizem não ter opinião.

 

Porém, o que os dados da Aximage mostram é que há uma grande divisão em função das preferências políticas dos portugueses. Só entre os eleitores de esquerda é que existe uma condenação clara à decisão de Durão Barroso. À direita, a maioria acha que "fez bem" em aceitar o convite.

 

Concretamente, das pessoas que dizem ter votado nas últimas eleições legislativas no PSD e CDS, 56% e 55%, respectivamente concordam com a ida de Durão Barroso para o banco de investimento norte-americano. Apenas um terço dos eleitores dos dois partidos que apoiaram o governo liderado por Durão Barroso é que vêm inconvenientes nesta decisão.

 

À esquerda, a rejeição é esmagadora: 72% dos votantes no PS diz que Durão "fez mal" em aceitar o seu novo emprego, uma percentagem que sobe para 85% entre os eleitores do PCP. No Bloco, a rejeição é um pouco mais baixa, com 61% dos eleitores a criticarem o ex-presidente da Comissão Europeia. 

Ficha técnica

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.


Amostra:
aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 606 entrevistas efectivas: 284 a homens e 322 a mulheres; 53 no Interior Norte Centro, 77 no Litoral Norte, 109 na Área Metropolitana do Porto, 119 no Litoral Centro, 170 na Área Metropolitana de Lisboa e 78 no Sul e Ilhas; 110 em aldeias, 157 em vilas e 339 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.


Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 15 a 17 de Julho de 2016, com uma taxa de resposta de 81,9%.


Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 606 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.




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