Política Trump despede 40 funcionários de agência que identifica riscos financeiros

Trump despede 40 funcionários de agência que identifica riscos financeiros

A Administração Trump decidiu esta quarta-feira "encolher" uma agência governamental que tem como missão identificar riscos financeiros iminentes.
Trump despede 40 funcionários de agência que identifica riscos financeiros
EPA
Carla Pedro 08 de agosto de 2018 às 21:27

A Administração norte-americana notificou esta quarta-feira cerca de 40 funcionários do Gabinete de Análise Financeira (OFR – Office of Financial Research), dizendo-lhes que serão dispensados, declarou à Reuters uma fonte conhecedora do processo.

Com esta decisão, Trump está assim a reduzir o "staf" de uma agência governamental cuja missão é identificar riscos financeiros iminentes e que tenta impedir que volte a acontecer uma crise financeira como a de 2007 a 2009 – que começou com a crise do "subprime" [concessão de empréstimos à habitação a pessoas com fraca capacidade creditícia] que contagiou o mundo inteiro e que rapidamente atingiu a banca em cheio e fez rebentar a bolha do imobiliário.

 

A justificação para estas dispensas está numa "vasta reorganização" desta agência, que foi criada na sequência da crise financeira global de 2007-2009.

Segundo a Reuters, foi dito em Janeiro aos funcionários do OFR – gabinete independente sob a tutela do Departamento norte-americano do Tesouro e que analisa as tendências de mercado para detectar possíveis riscos financeiros – que iriam ser suprimidos postos de trabalho, uma vez que a Administração Trump visava reduzir em 25%, para 76 milhões de dólares, o orçamento alocado a esta agência.

 

Aquando do orçamento solicitado pelo OFR para 2018, a agência disse que o total dos seus funcionários a tempo inteiro no ano de 2016 tinha sido de 208 pessoas, mas sublinhou que visava reduzir esse "staff" para 139.

 

Segundo disse a mesma fonte à Reuters, a meta do número total de empregados naquele órgão mantém-se em torno de 140 pessoas – o que corresponde a quase 65% menos do que quando o número de funcionários da OFR atingiu o seu pico, com 217 pessoas.

O OFR tem sido alvo de constantes ataques por parte dos Republicanos no Conbresso e outros críticos que apontam o dedo a este gabinete governamental por o considerarem pouco produtivo e desnecessário, sendo mais uma forma de "burocracia governamental intrusiva".




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