Eleições BE: Renegociação da dívida é crítica para a sustentabilidade da solução política à esquerda

BE: Renegociação da dívida é crítica para a sustentabilidade da solução política à esquerda

PS e Bloco de Esquerda constituíram vários grupos de trabalho sectoriais mas poucas conclusões divulgaram. Jorge Costa revela agora que o relatório sobre a sustentabilidade da dívida pública deverá ser divulgado muito em breve e dificilmente não assumirá que, sem renegociação, ela é insustentável.  
BE: Renegociação da dívida é crítica para a sustentabilidade da solução política à esquerda
Alexandre Azevedo/ Sábado
Negócios 10 de fevereiro de 2017 às 13:14

A renegociação da dívida não consta do acordo negociado entre o Bloco de Esquerda e o Governo, mas, para os bloquistas, ela é incontornável na "coerência da solução politica" à esquerda. A curto prazo espera-se a divulgação do relatório com as conclusões do grupo de trabalho entre o BE e o Governo, onde deverá constar que a dívida pública portuguesa é insustentável, adiantou o deputado.

 

Entrevistado esta quinta-feira à noite no programa Política Pura, da TSF, Jorge Costa revelou que e grupo de trabalho constituído entre o BE, o Governo e o PS sobre a dívida pública "está a chegar ao final dos seus trabalhos e pronto para apresentar muito em breve as conclusões desse trabalho" (ao todo, foram constituídos seis grupos de trabalho e só um ainda divulgou conclusões, que deviam ter sido tornadas públicas em 2016).

Apesar de o tema dividir o BE (que quer uma renegociação imediata da dívida) e o PS (que só admite fazê-lo num contexto negocial europeu, depois das eleições alemãs), Jorge Costa garante que "ambos os grupos parlamentares conseguiram encontrar pontos comuns".

 

Aos microfones da TSF, o deputado disse esperar que "as conclusões sejam tornadas públicas e objecto de debate político porque a questão da sustentabilidade da dívida é também um ponto crítico para a questão da sustentabilidade da solução política em que nós hoje estamos".

 

Lembrando que, em 2016, "o Orçamento do Estado realizou um superavite de 5 mil milhões de euros" e que "o serviço da dívida comeu todo esse resultado positivo", o dirigente sublinha que, no quadro da "coerência da solução política e das soluções que o PS e o Governo tem de encontrar com os parceiros à sua esquerda, (…) a questão da dívida é uma daquelas que tem de estar no cimo da pilha quando voltarmos a falar".

 

No relatório final que está por divulgar há vários meses, mas que poderá ser tornado público em breve, o deputado "acha difícil que possa haver outra conclusão" que não seja a de que a dívida pública portuguesa é insustentável. 


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comentários mais recentes
pertinaz 10.02.2017

CONVERSA DA TRETA

VÃO CONTINUAR A ENGOLIR TONELADAS DE SAPOS

JÁ PROVARAM O PODER E NÃO VÃO QUERER LARGÁ-LO !!!

Anónimo 10.02.2017

Para continuar com politicas de esquerda o melhor é não pagar esta e pedir já mais para os próximos anos. que esta esquerda é gordinha

Primatas 10.02.2017

Renegociar a dívida significa que teremos cá os Nazis da Troika e o IMF a dizer para encolhermos as barrigas. Logo isso vai dar um novo aumento de impostos. Porque não chamam logo o especialista Vitor Gaspar?

Manuel 10.02.2017

Se me perdoarem as dívidas e não tiver de pagar os empréstimos ao banco também vou ter uma vida muito melhor. O BE e o PCP podem ficar com as minhas dívidas?

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