Presidenciais Para Maria de Belém, Marcelo é o seu principal adversário. Marcelo diz não ter adversários

Para Maria de Belém, Marcelo é o seu principal adversário. Marcelo diz não ter adversários

Maria de Belém e Marcelo Rebelo de Sousa estiveram esta sexta-feira, 8 de Janeiro, a discutir a sua candidatura a Belém, num frente-a-frente televisivo transmitido na RTP, num debate marcado por críticas e viagens ao passado.
Para Maria de Belém, Marcelo é o seu principal adversário. Marcelo diz não ter adversários
Bruno Simão
Liliana Borges 08 de Janeiro de 2016 às 21:55

Para Maria de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa é "um bom comentador". No entanto, ressalva, "prefiro tê-lo como comentador do que como Presidente da República" e aponta ao professor de Direito uma inconstância e incoerência: "Sempre o vi dizer uma coisa e logo a seguir uma cena diferente". "Vemos muitas vezes Marcelo Rebelo de Sousa com depoimentos contraditórios", aponta e recorda o debate do antigo comentador com o candidato Sampaio da Nóvoa, na quinta-feira, 7 de Janeiro, que "revelou" um outro Marcelo Rebelo de Sousa na corrida a Belém, "uma pessoa completamente diferente".

Num debate marcado por viagens ao passado, desde o episódio "Lelé da Cuca" ao referendo do aborto, os dois candidatos discutiram as suas candidaturas à Presidência da República, num frente-a-frente na RTP, marcado por alguns momentos de tensões a insinuações. 

"O meu adversário principal são os problemas dos portugueses. Cada um corre por si, não há adversários", começa por responder Marcelo Rebelo de Sousa quando questionado sobre se considerava Maria de Belém a sua principal adversária. "Não tenho adversários personalizados, adversários são a situação onde se encontra a política portuguesa", acrescentou. Já a antiga ministra da Saúde considera Marcelo o seu principal adversário e esclarece: "Podemos tratar-nos cordialmente. Há adversários. Não há é inimigos".

Marcelo Rebelo de Sousa confrontou Maria de Belém com a falta de apoio do PS, o silêncio de António Costa sobre a sua candidatura e o "timing" da sua candidatura, dado que aconteceu enquanto o ainda candidato a primeiro-ministro concedia uma entrevista à SIC, em plena campanha das eleições legislativas. Maria de Belém desvalorizou o episódio e garantiu que o secretário-geral do PS estava preparado para a sua candidatura e afasta as acusações de ter dividido o Partido Socialista
"Os socialistas conhecem-me. Sou uma deles. Os portugueses sabem a minha luta", assevera.


A candidata procurou depois demonstrar que o social-democrata não é fiável e insinuou que o candidato era intriguista, relembrando que este em tempos terá chamado "lelé da cuca" ao fundador do PSD, Francisco Pinto Balsemão, numa frase assinada por Marcelo Rebelo de Sousa no jornal Expresso, a 5 de Agosto de 1978, quando Balsemão era primeiro-ministro. O levantamento do episódio por Maria de Belém resultou num dos momentos mais tensos do debate.


"O que é que as minhas horas de sono têm a ver com a candidatura?"


"Nunca debati a sua pessoa, a sua psique, o seu carácter", aponta o professor de Direito, depois de recordar que Maria de Belém o acusou de ser "hiperactivo" e de ter poucas horas de sono, afirmando que a candidata o passou "a analisar enquanto psicóloga". O candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS questionou quais eram as implicações do número de horas de sono na sua candidatura e recordou que foi "fundamental" como peça de estabilidade aquando a viabilização do Orçamento do Executivo do PS, enquanto deputado da Assembleia da República na oposição. "A minha estabilidade foi essencial para o país", recorda. 

Para Maria de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa só considera o país dividido "quando surge um Governo de esquerda" e considera "de paz" os períodos em que o país é governado por um Executivo de direita em resposta a Marcelo ter considerado que o papel do Chefe de Estado, não sendo de contra poder, deveria passar por "saber dar a palavra de estabilidade".

 

Os dois candidatos foram confrontados com o caso da morte no hospital São José por falta de médicos no fim-de-semana e Maria de Belém aproveitou para criticar a visita, dias depois, de Marcelo Rebelo de Sousa às instituições hospitalares e acusa o candidato de "aproveitamento político". Ainda na saúde, a antiga ministra com o encargo da pasta disse não se recordar de ter ouvido Marcelo Rebelo de Sousa "alertar para os cortes na saúde".

Reconduzir Bruxelas


Os dois candidatos acreditam que o actual Governo vai conseguir cumprir os compromissos assumidos com Bruxelas. "Estou convencido que Portugal vai cumprir. É a minha convicção. E tudo farei, com qualquer Governo e com este Governo" cuja perduração "é fundamental por uma questão de estabilidade". "Se não for possível não é por causa disso que se dissolve o Parlamento", garante.

Maria de Belém concorda e acrescenta que é necessário "
negociar a recondução de Bruxelas aos princípios consagrados". "Portugal, no meu entender, tem perdido por falta de comparência", acrescentando ser necessário que a União Europeia se reconduza ao projecto de solidariedade e de correcção de desigualdades do projecto inicial", defende.



(Notícia actualizada às 22:19)





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comentários mais recentes
Anónimo 09.01.2016

Cala-te ó LAMBISGÓIA!!!

Convencido vencido 09.01.2016

Não votes Marcelo= ultra liberal = PSD Não.

Anónimo 08.01.2016

Diz tambem eu sou independente,mas disse ao habil que ia candidatar-se ao cargo de presidente da republica,mas entao se e independente tem de ir prestar contas ao chefe do partido?Raro.Tem mesmo o tamanho certo para ir mugir cabras.

Anónimo 08.01.2016

La vai o Marcelo comer a uma casa de velhos,que nao tenho o azar de ir comer com o paizinho intentona velho.O velho empatanha-se na panela de tal forma que o marcelo passa larica.E engracado que os opositores de Marcelo so querem ir a 2 volta,quando Marcelo quer arrumar logo a primeira

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