Rendas INE confirma subida de rendas de 1,1% em 2018

INE confirma subida de rendas de 1,1% em 2018

Os dados sobre a inflação de Agosto confirmam o valor em que os senhorios podem actualizar as rendas em 2018 em 1,12%. O valor é o dobro face a este ano e o maior aumento desde 2013, e aplica-se a cerca de 600 mil famílias e a umas centenas de milhares de comerciantes.
INE confirma subida de rendas de 1,1% em 2018
Bruno Simão
Manuel Esteves 12 de setembro de 2017 às 11:43
As rendas em 2018 deverão ser actualizadas pelos senhorios em 1,12% no próximo ano. É o que mostram os dados publicados esta terça-feira, 12 de Setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar de relativamente baixa, esta actualização duplica a verificada no ano passado e é a maior desde 2013, como os números dos preços em Julho já tinham evidenciado.

Em causa está a variação dos últimos 12 meses do Índice de Preços do Consumidor, sem habitação, conhecido esta terça-feira.

A renda pode ser actualizada nos termos em que for estipulado no contrato de arrendamento, havendo actualmente total liberdade para senhorio e inquilino acordarem a forma e a data em que a renda é actualizada. Por defeito, a regra é actualizar-se o valor no mês em que o contrato foi assinado. Porém, no caso das rendas antigas, que não tenham sido sujeitas a actualização, o aumento é devido em Janeiro. O senhorio não é obrigado a fazer a actualização mas se quiser fazê-la tem de notificar o inquilino por carta registada com aviso de recepção.

É impossível dizer ao certo quantos inquilinos são abrangidos pela actualização, embora se possa estimar, ao nível habitacional, que serão cerca de 600 mil as famílias a suportar este aumento.

Segundo os números oficiais, apurados pelo Ministério das Finanças, haverá cerca de 761 mil contratos de arrendamento habitacional permanente, dos quais 646 mil contratos já foram feitos ao abrigo do regime liberalizado posterior a 1990. A estes somam-se cerca de 115 mil com rendas anteriores a 1990. A todos estes inquilinos os senhorios podem cobrar o aumento, com excepção das rendas antigas que tiverem sido sujeitas ao mecanismo de actualização extraordinária previsto no Novo Regime de Arrendamento Urbano em vigor há cerca de cinco anos. De fora ficam também os contratos de arrendamento social, que se estima serem 120 mil, dos quais nem todos são declarados às Finanças.

Também não se sabe ao certo o universo de rendas a que se aplicou o mecanismo de actualização extraordinária. O que se sabe é que houve cerca de 40 mil inquilinos que accionaram a cláusula de protecção para rendimentos mais baixos, aos quais se somarão os restantes inquilinos que não tendo dificuldades financeiras sofreram um aumento expressivo da sua renda.

Contas feitas, serão cerca de 600 mil inquilinos habitacionais que serão potencialmente abrangidos por este aumento e aos quais se somam ainda os estabelecimentos comerciais arrendados. As Finanças dão conta de 589 mil, mas não se sabe quantos são anteriores a 1990 e quantos foram sujeitos ao mecanismo extraordinário de actualização que, por essa razão, ficam dispensados da actualização.



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Anónimo Há 1 semana

Quando leio esta noticia nos medias julgo que quem pagava 300 vai pagar 600 mas para meu espanto não é bem assim, dá um aumento de 3€, porque motivo os jornalistas gostam de assustar os inquilinos?
Jornalismo piroso e pouco profissional.

Anónimo Há 1 semana

O Medina comprou um T4 nas Avenidas Novas por 650.000 euros!!! Baratissimo!!! Uma verdadeira pechincha!!! Por acaso o imovel pertencia a uma acionista de referencia da Teixeira Duarte, empresa com algum histórico de ajustes diretos com a Camara Municipal. Para alem disso esqueceu-se de declarar ao Tribunal Constitucional. Querem bons negócios? Filiem-se num partido, de preferência no PS.

Camponio da beira Há 1 semana

A associação de inquilinos,agora, em vez de ir bater à porta dos mesmos, ia à Edp e Galp a pedir batatinhas para baixarem os combustiveis e energia. E como os conselhos de adnimistração estão atulhados de politicos, era o mesmo que ir ao governo...

Anónimo Há 1 semana

O Presidente da CML comprou um duplex por 650 mil € , se ele o for arrendar acham que vai pedir 200€ , 800€ ou 2000€ por mês? se acham a renda cara porque motivo não compram um andar? nunca a taxa esteve tão baixa, é só aproveitar, o problema é que os trabalhadores portugueses têm um salário baixo

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