Saúde Administradores hospitalares admitem consequências “mais ou menos drásticas” dos cortes na Saúde

Administradores hospitalares admitem consequências “mais ou menos drásticas” dos cortes na Saúde

Os cortes poderão ser acomodados com a redução de horas extraordinárias, sem implicar a redução de pessoal, admite Marta Temido, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares.
Administradores hospitalares admitem consequências “mais ou menos drásticas” dos cortes na Saúde

Marta Temido, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, acredita que será possível acomodar a redução de verbas prevista para o próximo ano sem recorrer a redução de pessoal, mas considera que “inevitavelmente” os cortes terão repercussões nos serviços de saúde prestados.

 

Em declarações à TSF, refere que o impacto dos cortes serão diferenciados de instituição para instituição, mas que “inevitavelmente terão de ter alguma repercussão” que poderão ser “mais ou menos drásticas”.

 

À Antena 1, Marta Temido refere, por seu turno, que "não é forçoso que esta indicação de corte de 4% venha a repercutir-se na necessidade de envio de pessoas para o sistema de requalificação". Em sua opinião, "essa redução poder acontecer na área dos suplementos, sobretudo em horas extraordinárias".

 

O Negócios noticia nesta segunda-feira que a poucos dias do fim do prazo de entrega dos orçamentos para o próximo ano, os hospitais do sector público administrativo (SPA) e as administrações regionais de saúde (ARS) - que transferem as verbas para os centros de saúde - foram informados de que terão de cortar, pelo menos, 4% na despesa com pessoal no próximo ano.

 

Numa circular que chegou às instituições na passada semana, e à qual o Negócios teve acesso, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) informa que "as despesas com pessoal de todas as entidades devem apresentar uma redução, face ao orçamento 2013, de pelo menos 4%".

 

Este corte, prossegue a entidade, será apurado "face ao orçamento inicial de 2013 que não contemplava parte dos subsídios", ou seja, a reposição de um subsídio, o que atira a meta de redução da despesa com pessoal para 11%.

 

A este corte há ainda a somar o aumento de 3,75% nos descontos das instituições para a Caixa Geral de Aposentações (CGA), esclarece a ACSS. Um aumento, transversal a todos os organismos do Estado, que surge na lógica de aproximação das regras do sector público ao sector privado.

 

Estes cortes na despesa com pessoal que estão a ser exigidos acabam por servir como uma pressão sobre os directores de serviços para ajustarem os quadros de pessoal.


Esse ajustamento poderá ser conseguido por várias vias: quer convidando os funcionários a aderir às rescisões amigáveis (o que será possível já a partir do mês de Setembro), quer enviando trabalhadores para a mobilidade especial (que culmina em despedimento ao fim de um ano), um instrumento de gestão de pesssoal ainda dependente da decisão do Tribunal Constitucional, que está a analisar a lei da requalificação dos trabalhadores da administração pública.

 

Os serviços podem contudo deixar de parte estas armas e recorrer a outros instrumentos para a redução desta rubrica como o corte das horas extraordinárias e outros suplementos – e para isso terão a ajuda do aumento do horário de trabalho das 35 para as 40 horas semanais –, bem como a revisão das tabelas salariais, que deverá estar no terreno a partir de Janeiro. Fora isso há ainda a ter em conta as aposentações.




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mais votado Anónimo 26.08.2013

Eu se fosse medico mandava-vos a todos levar no c*ú. Uma vergonha o que se passa nos hospitais, em todos eles mas com mais enfase nos grandes centro hospitalares... Faro incluido no lote e sendo dos piores. Nao ha controlo de horas e quando os há, os médicos da casa em consonancia com as adminstracoes, resgistam o ponto e vao trabalhar para o privado. É frequente ouvvir médicos dizeres aos doentes que nao os conseguem atender nos hospitais publicos onde trabalham, mas que se for no privado já o podem fazer. Metem os internos escravos com responsabilidades acrescidas. Em muitos hospitais e falo con conhecimento de causa profundo, ha enfermarias que sao deixadas a responsabilidade de médicos ainda no internato. Que pouca vergonha é o que se passa ai.

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Anónimo 26.08.2013

votaram nos neo nazis psd e cds agora vao votar nos ladroes xuxas ps so tem o que merecem bando de parolos...e nao se esqueçam de continuar mansos mansinhos parolos

uma boa notícia! 26.08.2013

este Passas é um génio, agora toca a cortar na saúde mais enfermeiros, médicos, e limpa c... para a rua! adoro esta máxima do drogado "é no poupar que está o ganho", vocês sabem que este drogado, não faz a mínima ideia de como governar um país, e o mais grave de tudo, o paízinho deste Passas resolveu morrer neste fim de semana; deixando como herança um país que é puro lixo, falar de mercados para quê, se este drogados do governo fizeram tudo da maneira errada, tuga só paga e nada ganha nos mercados, isto dos imbecis dos drogados andarem a investir o dinheiro que foi emprestado ao tuga, para fazer estradas, casas sociais, tapar os buracos não dos políticos mas das estradas e das pontes etc... vai esse dinheiro para os mercados, depois do mandato do Passas, o país de trouxas que é Portugal, será um caos todo ele a cair de podre; mas como este tuga é imbecil, aqui temos ele no funeral do paizinho, a rezar para que o paizinho volte, a fim de estoirar com mais rapidez, o que a curto prazo será esta montanha de lixo que é Portugal; tuga imbecil, tens de mandar a Madeira para a rua desse país de maricas que é Portugal, tens de entender que os madeirenses nada têm a ver com a tua burrice, e em paralelo poderes-te vingar dos canibais do norte, a Madeira fora do teu país, é a maneira de ser activado mais rápido a passagem ao céu (vida vegetal) de toda a UE, sabes tuga imbecil que teria muito prazer em ver todos os países da UE no mundo vegetal, já antes de morrer, é este o meu sonho e como vês tuga imbecil, está nas tuas mãos a concretização destes sonho, para isso basta dares a independência à Madeira, olha que está activado o programa para isso, e sabes muito bem quem vai sofrer até dares a independência, não és tu mas toda essa panáscas UE; beijocas hi Hitler

Anónimo 26.08.2013

Eu se fosse medico mandava-vos a todos levar no c*ú. Uma vergonha o que se passa nos hospitais, em todos eles mas com mais enfase nos grandes centro hospitalares... Faro incluido no lote e sendo dos piores. Nao ha controlo de horas e quando os há, os médicos da casa em consonancia com as adminstracoes, resgistam o ponto e vao trabalhar para o privado. É frequente ouvvir médicos dizeres aos doentes que nao os conseguem atender nos hospitais publicos onde trabalham, mas que se for no privado já o podem fazer. Metem os internos escravos com responsabilidades acrescidas. Em muitos hospitais e falo con conhecimento de causa profundo, ha enfermarias que sao deixadas a responsabilidade de médicos ainda no internato. Que pouca vergonha é o que se passa ai.

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