Saúde Fundação Champalimaud recebe 50 milhões para novo centro dedicado ao cancro do pâncreas

Fundação Champalimaud recebe 50 milhões para novo centro dedicado ao cancro do pâncreas

A Fundação Champalimaud recebeu 50 milhões de euros da família dos fundadores da Danone para a construção de um centro de pesquisa e tratamento do cancro do pâncreas, anunciou hoje a presidente da instituição.
Fundação Champalimaud recebe 50 milhões para novo centro dedicado ao cancro do pâncreas
Sofia A. Henriques/Negócios
Lusa 04 de setembro de 2018 às 19:05

O novo centro será construído no terreno situado ao lado do actual edifício da Champalimaud, em Lisboa, e a sua abertura está prevista para Outubro de 2020, dez anos depois da inauguração do "Centro Champalimaud para o Desconhecido".

 

Segundo a Fundação, "é a primeira vez que uma família estrangeira confia a uma instituição filantrópica portuguesa uma responsabilidade desta natureza".

 

A doação de 50 milhões de euros foi feita por Mauricio Botton Carasso e a mulher, Charlotte Botton, familiares dos fundadores da empresa Danone, fundada em Espanha em 1919. Mauricio Botton Carasso é considerado um dos homens mais ricos de Espanha.

 

Mauricio Botton Carasso, nascido em França, é da terceira geração da família de judeus sefarditas, sendo neto de Isaac Carasso, fundador da Danone, de acordo com informação fornecida pela Fundação Champalimaud.

 

A família de origem grega foi para Barcelona durante a I Guerra Mundial, no entanto, vários elementos da família tiveram de fugir mais tarde ao antissemitismo nazi.

 

O futuro centro de investigação e tratamento do cancro do pâncreas deverá chamar-se centro "Botton-Champalimaud.

 

O cancro do pâncreas é actualmente responsável pela morte de cerca de 1.300 pessoas em Portugal e mais de 330 mil pessoas no mundo.

 

A incidência do cancro do pâncreas tem vindo a aumentar, surgindo todos os anos perto de 280 mil novos casos a nível mundial.

 

Actualmente, o cancro do pâncreas é a quinta causa mais frequente de morte por cancro, prevendo alguns especialistas que passe a ser a quarta causa dentro de cerca de uma década.

 




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