Saúde Pneumonia fez subir mortes por doenças respiratórias

Pneumonia fez subir mortes por doenças respiratórias

As mortes por doenças do aparelho respiratório, que são a terceira causa de óbito em Portugal, aumentaram 10,7% em 2015, em parte devido ao aumento dos casos mais graves de pneumonia.
Pneumonia fez subir mortes por doenças respiratórias
Bruno Simão

Os óbitos por doenças do aparelho respiratório, que são a terceira causa de morte em Portugal, aumentaram 10,7% em 2015, em parte devido ao aumento dos casos mais graves de pneumonia.

Os dados publicados esta terça-feira, 23 de Maio, pelo Instituto Nacional de Estatística, explica que com este aumento de 1.306 casos o número de óbitos superou os 12 mil.

"O aumento das mortes por pneumonia (+497 mortes do que em 2014) esteve na origem de quase 40% do aumento da mortalidade por doenças do aparelho respiratório", explica o INE, no destaque agora publicado.

A pneumonia, com 6.126 óbitos, e a doença pulmonar obstrutiva crónica, com 2.827 óbitos, foram as causas com maior número de mortes, enquanto os casos mortais devido à gripe Influenza triplicou face ao ano anterior (para um total de 74 óbitos).

 

Tumores malignos matam mais cedo

As causas de morte por doença mais frequentes estão relacionadas com as doenças do aparelho circulatório (30,7% dos 108,9 mil óbitos), como os acidentes vasculares cerebrais (AVC), a doença isquémica do coração e o enfarte agudo do miocárdio.

Afectam mais as mulheres (55%) do que os homens, apesar de mais tardiamente. A boa notícia é que a mortalidade prematura diminuiu (13,6% das pessoas abaixo dos 70 anos).

Em segundo lugar surgem os tumores malignos (24,9%), que como também explica o INE retiram mais anos de vida.

"Embora os tumores malignos tenham afectado mortalmente menos pessoas do que as doenças do aparelho circulatório, o seu impacto é muito superior em termos de anos potenciais de vida perdidos: em 2015, perderam-se 111 820 anos potenciais de vida, devido a tumores malignos, mais do dobro dos anos potenciais de vida perdidos, devido a doenças do aparelho circulatório".

Em 2015, o número de suicídios recuou 7,4% face ao ano anterior, para 1 132 mortes. Isto depois de um aumento de 16% no ano anterior. As pessoas tinham em média 60,7 anos.

Já os óbitos " devidos a causas externas de lesão e envenenamento" subiram 1,4% para 4.818 casos.




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