Agricultura e Pescas Empresas já podem produzir e vender vinagre de vinho do Porto

Empresas já podem produzir e vender vinagre de vinho do Porto

O Instituto do Vinhos do Douro e do Porto aprovou a nova categoria de produto reclamada pelo sector e já registou a marca colectiva, assegurando a análise quantitativa e qualitativa do produto e a aprovação dos rótulos.
Empresas já podem produzir e vender vinagre de vinho do Porto
Ricardo Meireles/Sábado
António Larguesa 24 de julho de 2018 às 11:50

Era uma exigência antiga dos comerciantes e produtores engarrafadores de vinho do Porto e acaba de ter luz verde oficial por parte do Estado. O Instituto do Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) anunciou esta terça-feira, 24 de Julho, ter efectuado o registo da marca colectiva "Vinagre de Vinho do Porto".

 

Tendo em conta "o potencial qualitativo do vinagre elaborado exclusivamente a partir de vinho do Porto" e após "vários meses de estudos, pesquisas de mercado e avaliação da metodologia a seguir", o instituto público decidiu avançar com este registo e oficializar a nova categoria de vinagre, que já era permitida noutras reputadas regiões demarcadas europeias, como Champanhe ou Jerez.

 

Quem quiser produzir e vender este produto deve firmar um protocolo com o IVDP, que alerta que o uso desta marca registada está sujeita às regras do Código da Propriedade Industrial. Incluindo a prévia certificação do vinho do Porto, a análise quantitativa e qualitativa do vinagre produzido ou a aprovação dos rótulos por parte deste organismo certificador e promotor das Denominações de Origem Porto e Douro e Indicação Geográfica Duriense, integrado no Ministério da Agricultura.

 

O Vinagre de Vinho do Porto surge do interesse do sector em apresentar um produto premium proveniente do vinho do Porto. Manuel Cabral, Presidente do IVDP

Citado numa nota de imprensa, o presidente do IVDP frisa que este vinagre de vinho do Porto "surge do interesse do sector, que aprovou a medida por unanimidade, em apresentar um roduto ‘premium’ proveniente do vinho do Porto", cuja produção total vai cair em 2018 após seis aumentos anuais consecutivos por decisão do chamado conselho interprofissional, que junta representantes da produção e do comércio.

 

Prestes a abandonar o cargo, que ocupa desde 2011, Manuel Cabral argumenta ainda que "a experimentação já desenvolvida e a procura de novos produtos de elevada qualidade, que possam acrescentar valor ao sector vitivinícola, fazem parte do posicionamento do IVDP que salvaguarda sempre a imagem de prestígio internacional de que beneficia a Denominação de Origem Protegida Porto". 




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