Agricultura e Pescas Gomes da Silva alega "motivos pessoais" para sair do Governo

Gomes da Silva alega "motivos pessoais" para sair do Governo

Pastas das Florestas e Desenvolvimento Rural não terão, para já, secretário de Estado, passando a ser tuteladas por Assunção Cristas, Diogo Albuquerque e Vieira e Brito.
Gomes da Silva alega "motivos pessoais" para sair do Governo
Bruno Simão/Negócios
Isabel Aveiro 02 de outubro de 2014 às 20:02

Francisco Gomes da Silva, até hoje secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, vai deixar o Governo, confirmou esta quinta-feira o Ministéro da Agricultura.

 

Em nota de imprensa enviada às redacções, os serviços do Ministério liderado por Assunção Cristas adianta uma declaração atribuída a Francisco Gomes da Silva, para contextualizar a saída. "Por motivos de ordem estritamente pessoal, solicitei à senhora ministra da Agricultura e do Mar a exoneração das funções de secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural", avança a nota de imprensa.

 

"Gostaria, neste momento, de agradecer reconhecidamente à senhora ministra a confiança em mim depositada, e manifestar publicamente a honra que constituiu para mim trabalhar empenhadamente no XIX Governo Constitucional", afirma ainda o antigo titular das florestas, citado na mesma comunicação enviada às redacções.

 

Francisco Gomes da Silva, filho do antigo ministro da Agricultura Fernando Gomes da Silva (de 1995 a 1998, no governo de António Guterres) tomou posse no cargo a 1 de Fevereiro de 2013. É licenciado em Engenharia Agrónoma e doutorado em Agronomia, pelo Instituto Superior de Agronomia, onde foi professor desde 1987. Entre outros, foi coordenador de projectos da Agro.Ges, Sociedade de Estudos e Projectos, de Sevinate Pinto e Francisco Avillez (entre 1989 e 2011 e 2012/2013).   

 

A notícia fora avançada pela Lusa, que adiantou esta quinta-feira que o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, fora exonerado, no mesmo dia, a seu pedido, de acordo com informação publicada na página da Presidência da República.

 

"Nos termos do artigo 133.º, alínea h, da Constituição, o Presidente da República exonerou, a seu pedido e sob proposta do primeiro-ministro, o Prof. Doutor Francisco Ramos Lopes Gomes da Silva do cargo de Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural", refere a Presidência, citada pela Lusa.

 

As pastas da Floresta e do Desenvolvimento Rural ficam, para já, sem titular autónomo dentro do ministério da Agricultura, já que será Assunção Cristas, a ministra, e os secretários de Estado Diogo Albuquerque (Agricultura) e Vieira e Brito (Alimentação e Investigação Agro-alimentar) que passarão asseguras as responsabilidades que até agora cabiam a Francisco Gomes da Silva. "A área das Florestas e o Desenvolvimento Rural são áreas fundamentais para o nosso país e continuarão certamente a estar na linha da frente do ministério por mim dirigido", assegura a ministra no comunicado desta quinta-feira.

 

Na nota de imprensa do Ministério da Agricultura e do Mar, é escrito que Assunção Cristas "lamenta a decisão e salienta as qualidades pessoais, humanas e profissionais do professor Francisco Gomes da Silva". "Ao longo deste período de colaboração intensa posso destacar a enorme qualidade profissional e a excelência do trabalho do professor Francisco Gomes da Silva", acrescenta.


A sua opinião10
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Armando 03.10.2014

Ora cá está uma Ministra muito considerada por não fazer patavina. Aparece numas feiras agrícolas com a TV presente, faz aquela carinha de enjoada e depois eclipsa-se até ao próximo evento.
Muito comentador compara a sua atitude com a do monhé, que não tem projecto, que só diz umas banalidades de vez em quando e desse modo é muito considerado.

comentários mais recentes
mas o que é que sabias de florestas? 03.10.2014

nada...

tanto como eu...

que missão é que tinhas? qualquer uma porque não percebias nada do enquadramento... fazer o melhor possivel? qualquer um...

não há vergonha neste pessoal da politica. E a tua chefe idem.

Anónimo 03.10.2014

Estranho, depois de andarem a tentar fazer leis para expropriar os proprietários de baldios por alegada falta de limpeza ( como se fosse a falta de limpeza a acender os fogos ). Falta agora saber o que o governo faria depois de se apropriar dos terrenos privados. Para mim está claro que os iria "concessionar " por uma bagatela à empresas de celulose por 50 ou 100 anos. Este senhor se calhar vai trabalhar para uma destas empresas, querem apostar?

pedro 03.10.2014

quem era este menino?
a cristas opus dei a trabalhar????

Armando 03.10.2014

Ora cá está uma Ministra muito considerada por não fazer patavina. Aparece numas feiras agrícolas com a TV presente, faz aquela carinha de enjoada e depois eclipsa-se até ao próximo evento.
Muito comentador compara a sua atitude com a do monhé, que não tem projecto, que só diz umas banalidades de vez em quando e desse modo é muito considerado.

ver mais comentários
pub
pub
pub
pub