Vinho Sogrape repete galardão de melhor empresa mundial de vinhos

Sogrape repete galardão de melhor empresa mundial de vinhos

A produtora de Vila Nova de Gaia superou a concorrência espanhola e francesa, colocando também um Porto Sandeman na lista de melhores vinhos da associação mundial de críticos.
Sogrape repete galardão de melhor empresa mundial de vinhos
António Larguesa 22 de abril de 2016 às 21:14

A Associação Mundial de Críticos e Jornalistas de Vinhos e Espirituosas (WAWWJ, na sigla inglesa) voltou a reconhecer a Sogrape como melhor empresa do sector a nível mundial, repetindo assim uma distinção já alcançada no ano passado.

 

No ranking de 2016, a empresa sediada em Vila Nova de Gaia consegue uma margem confortável para a sociedade espanhola que detém a Bodegas Lustau e para os franceses da Vranken Pommery, a segunda maior produtora mundial de champanhe e que tem também vinhas no Douro Superior, onde produz vinho do Porto.

 

Na lista de melhores sociedades do sector vitivinícola a nível global surgem ainda em destaque a Casa Santos Lima – a empresa da região de Lisboa surge no 9.º lugar – e a Symington Family Estates. A maior proprietária duriense, que coloca no mercado os Porto Graham’s ou o DOC Douro Altano, aparece na 11.ª posição.

 

A mesma associação de críticos e jornalistas especializados, que actualmente tem a presidência em Mendoza, na Argentina, premiou também um produto da Sogrape, fundada em 1942, cuja maioria do capital ainda é detida pela família Guedes. O Sandeman Porto Tawny 40 Anos foi o vinho português mais bem pontuado na lista deste ano, figurando no sétimo lugar da classificação geral.

 

Além da Sandeman, a Sogrape detém marcas como Porto Ferreira, Mateus Rosé, Gazela ou Barca Velha, produzindo vinhos nas principais regiões portuguesas, que exporta para 120 países. Fora de Portugal, a sociedade que tem perto de mil trabalhadores tem propriedades e produção também em Espanha, Argentina, Chile e Nova Zelândia.

 

Com três quartos das vendas realizadas fora de Portugal, o volume de negócios do grupo liderado por Fernando da Cunha Guedes (à esquerda na fotografia) ronda os 200 milhões de euros. Uma espécie de barreira psicológica que foi quebrada em 2012 depois do investimento, em Março desse ano, de 50 milhões de euros na compra da espanhola Bodegas LAN.

 




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