Automóvel Eleições na Autoeuropa com recorde de listas

Eleições na Autoeuropa com recorde de listas

As eleições desta terça-feira contam pela primeira vez com seis listas, entre independentes, e afectos à UGT e CGTP. O primeiro desafio da lista vencedora vai ser resolver o impasse sobre o trabalho ao sábado.
Eleições na Autoeuropa com recorde de listas
Bruno Simão/Negócios
André Cabrita-Mendes 02 de outubro de 2017 às 22:00

Os 3.500 trabalhadores da Autoeuropa vão esta terça-feira a votos para eleger uma nova comissão de trabalhadores até 2020. Estas  serão as eleições mais disputadas de sempre na fábrica da Volkswagen, contando com um total de seis listas, um número recorde em mais de duas décadas de existência.

Entre as listas que vão a votos, a lista C é encabeçada por José Carlos Silva, membro do sindicato SITE Sul, afecto à CGTP. Já a lista B é liderada por Isidoro Barradas, do Sindel, sindicato afecto à UGT. Por seu turno, o coordenador da comissão de trabalhadores demissionária, Fernando Sequeira, ligado ao Bloco de Esquerda, está à frente da lista F.

Por sua vez, a lista E tem Fernando Gonçalves como número um, enquanto a lista D é liderada por Fausto Dionísio. Já a lista A, encabeçada por Paulo Marques, conta com vários administrativos.

"Quem vencer vai ter que alcançar um acordo rapidamente." António Chora, Ex-coordenador da comissão de trabalhadores

Seja quem for que vença estas eleições vai ter de resolver o impasse gerado em torno da compensação sobre o trabalho aos sábados. As negociações laborais arrastam-se desde o início do ano e estão congeladas desde o final de Julho, quando os trabalhadores rejeitaram em referendo o pré-acordo alcançado com a administração, para logo a seguir a comissão de trabalhadores demitir-se.

 "Nós propomos negociar uma proposta que seja muito melhor do que aquela que os trabalhadores rejeitaram. Uma proposta que permita fazer a produção prevista para 2018 e que garanta os seus direitos", diz José Carlos Silva da lista C, que acredita num acordo até ao fim do ano.

Já Fernando Gonçalves, da lista E, assume-se como o candidato da mudança nestas eleições. "Os trabalhadores não podem ser colocados à margem. O dinheiro não é importante, o importante é a nossa saúde", afirma.

Isidoro Barradas, da lista B, diz que quer negociar "uma solução que minimize os impactos negativos dos novos horários e que assegure o cumprimento dos volumes de produção previstos".

Já o sindicalista histórico da Autoeuropa, António Chora, alerta para os desafios da nova comissão. "Esta é a primeira vez com seis listas. Quem vencer vai ter que alcançar um acordo rapidamente. Estes carros têm que ser feitos para manter a Autoeuropa na mó de cima e mostrar à Volkswagen que nós temos a capacidade para fazer o T-Roc. A Volkswagen não vai deixar de vender carros", diz o coordenador da CT entre 1996 e2016. 




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Camponio da beira Há 2 semanas

Os trabalhadores da autoeuropa quem pensem bem.Quantos sindicalistas pagam salarios?Eu não conheço nehum.Logo de empresas eles nada sabem, e tenho um familiar sindicalista, que trabalha num banco e é o pior funcionario que conheço.E os colegas pouco gostam dele, porque levam com muito trabalho dele

pub
pub
pub
pub