Automóvel PSA: “Governo cumpriu o compromisso”

PSA: “Governo cumpriu o compromisso”

O grupo PSA em Portugal salienta impacto positivo para a indústria automóvel e para os cidadãos que a alteração da classificação de veículos nas portagens terá.
PSA:  “Governo cumpriu o compromisso”
Bloomberg
Maria João Babo 09 de agosto de 2018 às 16:45

O grupo PSA em Portugal mostrou-se esta quinta-feira "muito satisfeito" com a com a decisão do Governo de alterar a classificação de veículos para efeitos de aplicação das taxas de portagem, alargando a Classe 1 a veículos  com altura ao primeiro eixo inferior a 1,30 metros.

Ao Negócios, fonte oficial do grupo em Portugal salientou que "o Governo cumpriu o compromisso de fazer evoluir o sistema de portagens", algo que a PSA reivindicou este ano ao Executivo de forma a manter o investimento no país. 

"Esta decisão tem obviamente um impacto muito positivo para a indústria automóvel portuguesa e também para os cidadãos", afirmou ainda a mesma fonte, salientando que desta forma se moderniza um sistema de portagens que data dos anos 90, ainda que alterações introduzidas em 2005.

Este sistema "precisava de evoluir para acompanhar a evolução dos automóveis e dois critérios da União Europeia em termos de protecção de peões e de eficiência energética", explicou.

O grupo PSA em Portugal disse em Abril pretender que o dossiê das classes das portagens fosse fechado até Junho, de forma a definir a sua estratégia para os novos modelos produzidos na fábrica de Mangualde que chegarão aos concessionários no final de 2018.

A unidade iniciou este ano o projecto K9, que representa modelos comerciais de três marcas: Peugeot, Citröen e Opel. Mas ao contrário dos actuais modelos produzidos em Mangualde - o Citröen Berlingo e a Peugeot Partner - que pagam classe 1, os novos modelos iriam pagar classe 2 nas portagens, caso a alteração não fosse aprovada pelo Executivo.

A decisão do Conselho de Ministros vem assim dar resposta às pretensões da empresa, assim como do conjunto do sector automóvel, que tem lembrando a tendência que a União Europeia preconiza para a protecção dos peões que é fabricar automóveis com frentes dianteiras mais altas". 




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