Automóvel PwC obriga SAG a agravar prejuízos para 13,8 milhões de euros

PwC obriga SAG a agravar prejuízos para 13,8 milhões de euros

No exercício de auditoria e revisão de contas, foram determinadas imparidades adicionais nas contas da SAG, que resultaram numa deterioração dos resultados face ao que tinha sido já divulgado.
PwC obriga SAG a agravar prejuízos para 13,8 milhões de euros
Diogo Cavaleiro 30 de abril de 2018 às 21:57

A certificação de contas da SAG, a cargo da PwC, ditou um agravamento dos prejuízos relativos a 2017 inicialmente apresentados, segundo indicou a empresa do ramo automóvel em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

"O resultado líquido consolidado de 2017 atribuível à SAG Gest foi um prejuízo de 13,8 milhões de euros, o que representa um agravamento de 3,9 milhões de euros em relação ao valor do resultado líquido não auditado, negativo em 9,8 milhões de euros reportado em 6 de Março de 2018", assinala o comunicado.

 

Este novo valor foi aprovado esta segunda-feira, 30 de Abril, na reunião do conselho de administração da SAG Gest, presidido por João Pereira Coutinho. Números diferentes dos avançados há um mês.

 

"Em resultado dos trabalhos de auditoria e de revisão de contas, foram identificadas algumas situações cujo reconhecimento alterou o valor dos resultados consolidados de 2017, em relação aos resultados não auditados de 2017", explicou a empresa. O prejuízo de 2016 tinha sido de 1,2 milhões. 

 

Não só o prejuízo é mais grave como houve menos proveitos do que os projectados. "O volume de negócios consolidado de 2017 foi 619,7 milhões de euros, menos 1,0 milhões do que o valor não auditado reportado em 6 de Março. Esta redução resultou da identificação de imparidades no valor dos apoios relativos à actividade comercial de 2017".

 

Esta identificação de imparidades não foi única nas contas da SAG Gest, dona da SIVA - que importa as marcas Audi, Skoda e Volkswagen. Houve imparidades adicionais de mais 4 milhões, que fizeram com que o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) consolidado se fixasse em 2,7 milhões, menos 5 milhões do que o inicialmente reportado.

 

"Estas alterações provocaram, ao nível da demonstração da situação patrimonial consolidada da SAG Gest em 31 de Dezembro de 2017, uma redução do valor das dívidas a receber de terceiros (Eur 5,0 milhões), para além das alterações que resultam do efeito destas correcções ao nível da estimativa de impostos, não se tendo alterado o valor da dívida líquida consolidada", explica a empresa.

Na divulgação de resultados de 2017, a SAG Gest tinha já revelado que a sua administração "está a desenvolver, em conjunto com as marcas representadas da SIVA, um plano de reposicionamento do seu negócio, de forma a inverter a actual situação e a garantir a sustentabilidade deste grupo de empresas e, em consequência, o seu acesso às fontes de financiamento necessárias para a sua actividade".

 

A SAG quer sair de bolsa, como anunciou em Março, mas a intenção de perda da qualidade de sociedade aberta teve de ser suspensa porque não havia accionistas disponíveis para comprar as acções dos investidores que não votassem favoravelmente (que têm de ser compensados).




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