Banca & Finanças Ángeles com mais-valia de 6,6 milhões de euros na OPA à ES Saúde

Ángeles com mais-valia de 6,6 milhões de euros na OPA à ES Saúde

Entraram para comprar a Espírito Santo Saúde, ainda subiram a parada mas, depois, desistiram. Mas o grupo Ángeles ainda teve tempo para ganhar 6,6 milhões de euros. Uma parte foi graças a uma ajuda da UnitedHealth.
Ángeles com mais-valia de 6,6 milhões de euros na OPA à ES Saúde
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 22 de outubro de 2014 às 18:20

Foi a UnitedHealth que permitiu à Ángeles ganhar mais dinheiro do que o esperado inicialmente com a oferta pública de aquisição lançada pela Fidelidade à Espírito Santo Saúde. A subida de última hora que a seguradora teve de fazer para assegurar o sucesso da operação, de 4,82 para 5,01 euros, deu mais de 1 milhão de euros de mais-valias aos mexicanos, que tinham uma participação de 6,974% no capital da dona do Hospital da Luz.

 

Ao todo, a mais-valia registada pelo grupo mexicano, o primeiro a mostrar interesse pela empresa liderada por Isabel Vaz, foi de 6,6 milhões de euros, já que vendeu toda a sua posição na OPA da Fidelidade, concretizada a uma contrapartida de 5,01 euros. A informação consta de um comunicado enviado através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Quando o preço a pagar pela seguradora da chinesa Fosun era 4,81 euros, a mais-valia a obter era de 5,3 milhões de euros.

 

A diferença de 1,3 milhões de euros deve-se ao facto de a americana UnitedHealth ter feito uma oferta directa, e fora de bolsa, sobre a Rio Forte para que esta vendesse a sua participação na ES Saúde a 5,00 euros por acção. Um negócio proposto ao mesmo tempo que decorria a OPA da Fidelidade a 4,82 euros. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários permitiu que a seguradora melhorasse a condição da sua oferta para superar os americanos - e esta elevou a contrapartida para 5,01 euros. Uma subida que levou a Ángeles a arrecadar mais dinheiro com a alienação das suas acções.

 

A mais-valia resulta do ganho obtido com a venda da participação da Ángeles no capital da ES Saúde (detida directamente ou pelos administradores Olegario Vázquez Aldir e Olegario Vázquez Raña). Havia sido feito, antes da sua OPA, um investimento de 26,7 milhões de euros pela Ángeles para ficar com a posição de 6,974% - compras investigadas pelo regulador do mercado de capitais por poderem ter sido feitas com acesso a informação privilegiada. O grupo mexicano recebeu 33,3 milhões de euros com a alienação. O que resulta numa mais-valia de 6,6 milhões de euros. Um valor a que terão de abater os custos com assessoria financeira, jurídica e de comunicação da operação.

 

O preço que a seguradora estava disposta a pagar pela ES Saúde (4,82 euros) foi a razão para que o grupo Ángeles tenha saído da corrida pela empresa. Prometia uma contrapartida de 4,50 euros por acção. Para continuar com a sua oferta, teria de avançar com uma proposta de 4,92 euros. O que optou por não fazer.

 

 

 

 

 




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