Banca & Finanças António Costa garante "sistema financeiro sólido em que todos podem confiar"

António Costa garante "sistema financeiro sólido em que todos podem confiar"

O secretário-geral do PS, António Costa, garantiu este sábado, 19 de Março, que Portugal tem um "sistema financeiro sólido", em que "todos podem confiar" para as poupanças e para "suportar o investimento na economia, destacando a "normalidade" da vida política.
António Costa garante "sistema financeiro sólido em que todos podem confiar"
Bruno Simão
Lusa 19 de Março de 2016 às 21:34

"Em Portugal há que virar a página da instabilidade sobre o nosso sistema financeiro. Os portugueses têm de saber, a Europa tem de saber e os nossos empresários têm de saber que temos um sistema financeiro sólido onde todos podemos confiar para as nossas poupanças e para suportar o investimento na economia portuguesa", afirmou António Costa, na sessão de encerramento do XVII Congresso da Federação Distrital do Porto, que elegeu Manuel Pizarro como líder.

De acordo com o secretário-geral socialista e primeiro-ministro, o Governo PSD/CDS quis "enganar" os portugueses "com a conversa da saída limpa [do programa de resgate e assistência financeira], escondendo "debaixo da mesa o estado em que se encontrava o sistema financeiro", ao passo que o PS não esconde "nada" nem vira a cara "a resolver os problemas que necessitam de ser resolvidos", como aconteceu com o "Banif, o BPI ou o Novo Banco, ou com todos".

"Demos prioridade à estabilização do nosso sistema financeira. Não há economia que possa crescer sem investimento e não há investimento sem um sistema estabilizado", frisou António Costa, no congresso distrital que decorreu no concelho de Matosinhos, distrito do Porto.

Costa destacou ainda a aprovação do Orçamento para 2016 e o regresso das "condições de normalidade" à vida política nacional.

"Temos um Governo que cumpre a Constituição, que respeita o poder local, as regiões autónomas, o poder judicial, o Presidente da República, e que respeita a Assembleia da República e a maioria que existe, por voto dos cidadãos, na Assembleia da República", frisou.

Para o líder socialista, "o país precisa de normalidade institucional, com os parceiros sociais, mas, sobretudo, no dia-a-dia das pessoas e das empresas".

"É necessário que as pessoas não estejam permanentemente na angústia de saber o que ia acontecer no mês seguinte. Hoje, as famílias portuguesas podem saber que vivem num quadro de normalidade. Os seus rendimentos estão garantidos porque é essencial que recuperem confiança na economia. Sem confiança das famílias na economia não há condições para que a economia cresça", destacou.

Neste percurso de luta pela confiança, Costa destacou a ação do Governo em "acelerar a execução dos fundos comunitários".

"Quando chegámos ao Governo, só quatro milhões de euros tinham sido entregues às empresas. Nos primeiros 100 dias do Governo, mais de 100 milhões já tinham sido entregues às empresas", notou.

Costa referiu ainda a aposta na "capitalização das empresas" e divulgou medidas para relançar a economia, vincando que "não basta disfarçar o défice ou a dívida".

De acordo com o líder do PS, o ministro do Ambiente vai apresentar, "na segunda semana de Abril, um grande programa nacional centrado na reabilitação urbana".

A iniciativa pretende "melhorar a eficiência energética e recuperar o sector da construção para criar emprego".

Para Costa, o problema da produtividade nacional resolve-se, também, com o relançamento de "um grande programa de educação e formação profissional ao longo da vida".

"Sabíamos que Portugal tinha um problema de produtividade. Mas fomos ouvindo que, devido à reforma laboral, à destruição da contratação colectiva, o problema estava resolvido. Baixando salários e destruindo direitos, o país perdeu jovens qualificados, destruiu parte importante da população activa e diminuiu potencial de crescimento", afirmou.

"São necessárias reformas, mas não as da direita. São necessárias as reformas que a esquerda vai fazer para melhorar a produtividade e a economia", vincou.




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mais votado Anónimo 19.03.2016

Mas quem e o parvo que querendo trabalhar e progredir na vida confia num pais governado por socialistas e comunistas e utiliza os bancos portugueses?

comentários mais recentes
José Carvalho 20.03.2016

A Isabel dos Santos não é bem vinda como accionista do BCP.
A Família dos Santos conseguiu obter empréstimos de 900 milhões de euros do BES Angola, que não pagou.
Agora quer passar a mandar no BCP e destruí-lo com a obtenção de empréstimos que não irão pagar.

ermida 20.03.2016

Este inútil deve ser o único ser no planeta que faz uma afirmação destas.

Anónimo 20.03.2016

quer um sf sólido e tem um parceiro comunista a propor um "imposto sobre o património mobiliário", para tapar défice?nem falando no absurdo que seria as poupanças de uns pagarem os aumentos da FP / pensões, tal medida havia de ser grave para o sf! Costa tem que dizer se está no Plano B ou não!

Estúpido! 20.03.2016

a fragilidade do sistema financeiro deriva de não haver economia privada com substrato e exportadora, dos défices externos e do Estado, da altissima divida publica e privada.


E nisso, o PS foi pior que o PSD.


Agora mais a esquerda irresponsavel... é só para falir o país outra vez.

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