Banca & Finanças BES paga juro de 4% para emitir 750 milhões de euros em obrigações a cinco anos

BES paga juro de 4% para emitir 750 milhões de euros em obrigações a cinco anos

Banco colocou mais obrigações a cinco anos do que o inicialmente previsto, aproveitando a procura e a descida do “spread” da operação, que se fixou em 285 pontos base. A procura atingiu 2,5 mil milhões de euros.
BES paga juro de 4% para emitir 750 milhões de euros em obrigações a cinco anos

O Banco Espírito Santo colocou esta segunda-feira no mercado 750 milhões de euros em dívida sénior, sendo que a “yield” final da operação foi fixado em 285 pontos-base acima da taxa de juro de mercado (“mid-swap”).

 

No arranque da operação, esta manhã, o BES tinha indicado como montante indicativo 500 milhões de euros e o “spread” estava em 300 pontos-base.

 

Segundo apurou o Negócios, o BES aproveitou a procura forte e a descida do “spread” para elevar o montante das obrigações colocadas no mercado. A procura, numa altura em que já fecharam os livros de ordens, atingiu 2,5 mil milhões de euros (cinco vezes a oferta inicial e mais de três vezes a final). Foram cerca de 300 os investidores que deram ordens para comprar dívida do banco português.

 

O BES emitiu, entretanto um comunicado em que revela que os investidores estrangeiros subscreveram 95% da emissão.

 

Com taxa “mid swap” a cinco anos a negociar hoje em 1,183% e o spread a ser ficado em 285 pontos base (2,85 pontos percentuais), o BES irá remunerar os investidores com uma taxa de rentabilidade de 4%.

 

O BES, o único entre os grandes bancos portugueses que não recorreu a apoio público para se recapitalizar, foi também o primeiro a emitir obrigações seniores no mercado de dívida internacional em 2012, tendo colocado 750 milhões de euros a três anos.

 

Depois de Portugal solicitar ajuda financeira externa, os bancos portugueses começaram primeiro por emitir dívida garantida pelo Estado português e avançaram depois para a dívida sénior.

 

No final do ano passado foram várias as cotadas que se financiaram, nomeadamente o BES através de uma emissão subordinada.

 

Na semana passada, Portugal também foi ao mercado, tendo contratado um sindicato de bancos para emitir 3,25 mil milhões de euros, a cinco anos e meio, numa operação onde a taxa de juro foi fixada em 4,657%, menos do que na emissão comparável realizada em Maio do ano passado. A procura superou os 11 mil milhões de euros.

 

Também a CGD fez uma emissão no dia 8 de Janeiro, neste caso uma emissão de dívida hipotecária (não comparável com dívida sénior), tendo emitido 750 milhões de euros com uma taxa inferior a 3,2% a cinco anos.

 

(Notícia actualizada às 18h38 com a informação divulgada através de comunicado)

 




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mais votado Anónimo 13.01.2014

Não precisa de aumento de capital.... isso já era....agora vai ser sempre a galgar...

comentários mais recentes
beachboy 13.01.2014

....ohhhhhhhhhhhhh!...dios mio!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!...son cortos de dinero!...madre mia!............

Anónimo 13.01.2014

Amanhã vai subir até 1,4.Comprem logo de manhãzinha.Ponham o despertador para ver se não perdem o comboio

cardia 13.01.2014

e so o melhor banco portugues so nao vem quem nao quer

Carlos P 13.01.2014

Todas as dívidas publicas e privadas na Europa e já agora em praticamente todos os países da OCDE são insustentáveis. As intervenções dos bancos centrais nas taxas de juros e nos mercados da dívida estão a deturpar e a manipular quaisquer sinais fidedignos em termos de risco/retorno. Os preços (juros) servem para passar as mensagens corretas dos fundamentos aos actores de mercado. Atualmente, nos mercados financeiros, não existem sinais fidedignos porque tudo é manipulado e a bolha de dívida pública e privada continua a inflar.
Custa-me a perceber como é que se pode achar que, num mundo com petroleo a 100 dolares, retornos liquidos de energia cada vez menores, recursos mineais, hidricos, biologico cada vez mais pressionados e espremidos, a economia poderá gerar crescimento suficiente para sustentar um volume de dívida à escala global nunca antes visto.
Não sou contra os optimistas, mas optimismo sem fundamento é igual a fé. Quem é que toma decisões económicas só com base em "fé"??

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