Banca & Finanças BPI diz que novas regras para crédito à habitação vão tirar agressividade à concorrência

BPI diz que novas regras para crédito à habitação vão tirar agressividade à concorrência

Pablo Forero recusa que haja uma guerra de spreads, mas sim um mercado "muito competitivo". As novas regras do Banco de Portugal vêm torná-lo mais saudável.
BPI diz que novas regras para crédito à habitação vão tirar agressividade à concorrência
Pedro Simões
Diogo Cavaleiro 24 de julho de 2018 às 17:35

As novas regras impostas pelo Banco de Portugal para o crédito à habitação vão acalmar alguns bancos que estavam a ser mais agressivos, na óptica do Banco BPI.

"Tivemos de fazer pequenos ajustamentos, não significa uma mudança importante", afirmou Pablo Forero, na conferência de imprensa de apresentação de resultados do primeiro semestre, que decorreu esta terça-feira, 24 de Julho, em Lisboa. O CEO defende que os novos critérios determinados pelo regulador eram idênticos aos já praticados pela instituição financeira, controlada pelos espanhóis do CaixaBank.

Segundo o presidente executivo, o impacto maior foi nos seus pares. "A concorrência é que estava a fazer práticas muito mais agressivas. Vão ter de jogar com regras muito mais parecidas connosco". 

Sobre o cenário, Forero admite que o mercado vai tornar-se mais "saudável". "Não sei se falaria de uma guerra de spreads, mas num mercado muito competitivo", disse. 

Assim as recomendações do Banco de Portugal são "muito bem-vindas". 

O crédito a particulares cresceu 1,9% no primeiro semestre, com um avanço de 1,1% no crédito hipotecário. Desde o terceiro trimestre de 2017 que a contratação de novos créditos supera as amortizações dos antigos, sendo que a maior diferença ocorreu no segundo trimestre deste ano.

Pablo Forero recusa que tenha havido algum esforço de concessão acelerado antes da entrada em vigor das novas regras, o que aconteceu em Julho. "A política de aceitação de empréstimos já estava dentro da filosofia das recomendações do Banco de Portugal. Não se pode forçar, o cliente tem de estar tranquilo, contente, não se pode reforçar o ritmo de concessão de empréstimo à habitação porque agora vai ter critérios do Banco de Portugal".

 




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