Banca & Finanças BPI e a saída de Angola: "Vamos querer fazer IPO para vender as nossas acções"

BPI e a saída de Angola: "Vamos querer fazer IPO para vender as nossas acções"

O presidente executivo do BPI revelou que o banco está a trabalhar na realização de um IPO do BFA para vender parte ou toda a sua participação de 48,1% no banco controlado por Isabel dos Santos.
Rui Neves 20 de abril de 2018 às 17:48

Pressionado pelo Banco Central Europeu (BCE) para que reduza a sua posição de 48,1% no Banco de Fomento de Angola (BFA), o BPI vai esperar pelo lançamento da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) do banco angolano para efectivar essa recomendação.

  

"Estamos a trabalhar nisso, avança devagarinho", começou por dizer Pablo Forero, na tarde desta sexta-feira, quando questionado pelos jornalistas sobre esta matéria.

 

"Queremos fazer um IPO do BFA, cotar o banco em bolsa", prosseguiu, fazendo tábua rasa do anúncio nesse sentido feito, em Dezembro passado, por Isabel dos Santos, que controla a Unitel, detentora de 51,9% do BFA.

 

"Estamos a fazer os possíveis para cotar o banco em bolsa, mas ainda não temos decidido qual a posição com que vamos ficar", ressalvou Forero.

  

Uma coisa é certa: "Estamos a trabalhar nisso para aproveitar essa oportunidade para reduzir a nossa posição"no BFA, rematou o CEO do BPI, durante a conferência de imprensa sobre os resultados deste banco no primeiro trimestre deste ano.

 

Ao Negócios, Forero admitiu que não existem grandes conversas com a Unitel sobre a existência de um projecto de IPO do banco: "Parece que sim. Pergunte-lhes", respondeu.

Já em Fevereiro, CaixaBank tinha admitido estar a "explorar possibilidades" sobre a redução da exposição do BPI a Angola.

 

A necessidade de o BPI reduzir a sua exposição a Angola resultado do facto de a supervisão deste país africano ter perdido o estatuto de equivalência face à fiscalização europeia.


(Notícia actualizada às 16:20 com mais informação)




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